terça-feira, 27 de novembro de 2007

Vou de ônibus, cê sabe!

Eu sei o quanto é difícil ter que acordar antes das 5h. Quem me conhece pode dizer que se me deixarem eu durmo até o dia seguinte. Ou melhor, hiberno. Mas ontem foi um daqueles dias em que eu tive que acordar mais cedo, antes das 5h. Por isso já programo o alarme para despertar às 4:30, pra dar tempo de eu cair em mim, levantar da cama e ir me arrumar. Toda segunda, num intervalo de duas semanas, eu faço isso para ir ao dentista antes de ir ao trabalho. Por um lado isso é até muito bom. Tirando a época em que eu andava até a avenida Francisco Morato e esperava o Ana Rosa, é muito tranqüilo. Digo isso porque um dia cheguei ao ponto de ônibus e fiquei ali plantado até as 7:20 quando resolvi ligar para o dentista dizendo que eu ia chegar mais tarde. Impossível! Acreditem se quiser, passaram 5, eu disse CINCO ônibus, e nenhum deles parou.
Foi então que conheci um caminho alternativo: Giovanni Gronchi. O busão não demora mais do que 10 minutos pra passar e vem vazio, vazio. E sempre pára. Uma tranqüilidade.

O relógio marcava 6h quando eu pegava o ônibus. Sentei-me e dormi. Acho muito perigoso fazer isso. E de fato, o perigo é imenso. Você guarda celulares e carteiras no bolso de sua calça, e quando você está dormindo, nenhum deles vai fazer você acordar pra descer no ponto certo. Mas ainda bem que eu não perdi o ponto. O dia estava muito bem, pra quê deixá-lo ruim?

Quanto à consulta, uma maravilha. Esperamos conseguir tirar o aparelho antes do Natal, se tudo ocorrer bem. Então, vamos ao trabalho. Cheguei excepcionalmente mais cedo (7:20). Notei que chegar mais cedo aqui realmente faz o tempo correr bem mais devagar. E tudo o que é devagar me deixa com uma agonia terrível. Nem as minhas músicas me salvaram. Uma eternidade depois, a hora do almoço chegou! Maravilha, vamos comer! E depois de comer, mais uma eternidade a esperar. Saco.

Finalmente, no final da tarde da maldita segunda-feira (que deve ser mais odiada que o Murphy), fim de expediente. De volta pra casa! Desço de forma alucinante voando para pegar o ônibus. Quando eu coloco o pé pra fora, a água começa a cair. E cair mesmo, e aos montes, de forma bem pesada e uniforme. Correr ou não correr, eis a questão! Filosofei demais. Vi meu ônibus passando do outro lado da rua e aquele monte de carros impedindo que eu corresse para pegar. Droga, ele foi sem mim. Vou esperar o próximo, não demora tanto assim. Ern... Vinte minutos depois ele finalmente chegou. Ninguém merece a quantidade de gente que acumulou nesses vinte minutos no ponto que eu estava e em todos os outros mais atrás. Mas eu entrei, sou guerreiro, (trabalhador e todo dia vou encarar com fé em Deus e na minha batalha espero estar bem longe quando tudo isso passar (O Rappa)). Mas o pessoal tem uma péssima mania de no ônibus ficar se amontoando na porta e antes da catraca. Como diria Marcelo Nova, "isso é só o fim!". Eu era o último da porta. O motorista disse "Sobe!" e eu respondi "Estou tentando, mas não dá!". E eu ali, tomando chuva. Mas não ia desistir, nunca! Ainda sou um brasileiro. "Empurra então!" disse o motorista. "Estou tentando!" repliquei. "Então deixa que eu empurro pra você." disse ele. Tudo o que eu ouvi foi o "TSSSSS" da porta antes de ser fortemente pressionado contra a massa de gente que se encontrava na minha frente se enfunhanhando dentro daquela lata de sardinhas. É, foi "punk". Mas eu subi no ônibus, parceiro! E de farda preta! "Motorista, pelamordeDeus, num vai me abrir essa porta senão meia dúzia cai hein!" disse eu.

Depois de uma batalha imensa contra os ônibus (no qual farei um post dedicado somente a isso, já que praticamente 80% deste post é sobre busão), de um telefonema da Katy no meio daquela muvuca e do mó de gente que ficou extremamente irritada com o ônibus que passou e não parou (na boa, estava sem condições de parar), finalmente cheguei. E logo fui conversar com a Katy. Sim, ontem fizemos um ano e merecíamos uma conversa longa, prolongada e cheia de besteiras.

Depois disso, um belo jantar e internet. Nossa, estava chato. Nada pra fazer. Foi então que eu resolvi ficar pensando e meditando. Meditando e pensando. No mundo e sua história (na qual sou fascinado), nas coisas da vida, no país, nos lindos versos de Raul Seixas, no Chupa-Cabaras. Foi então que minha mente começou a entrar em um pequeno conflito com ela mesma. De um lado o esquerdista extremista e do outro a oposição sempre atacando. "Devemos parar de comer doce para evitar o câncer" pensou um. "Parar de comer doce, mas cê tá maluco mermão?!" retrucou a oposição. "Claro que não estou maluco. Devemos também gastar o dinheiro inteiro e nem ligar para o futuro". E o outro quase voou: "Tá afim de levar bifa? Então pára de ficar falando besteiras, sua consciência idiota!". "Tá irritado por quê?". "Vou te dar a explanação: se tu num parar de ficar falando bobagi, te encho de bulacha, cumpadi. O papo tem que ser reto, que se for torto é c'ôce mermo, tá ligado?".



Bem, depois de muita briga e discussão, finalmente consegui amenizar o conflito dos dois. Isso me deixou realmente cansado, a ponto de querer ir dormir. E foi isso que eu fiz, afinal já se passavam das 22:00 e Chiquititas argentina foi uma coisa que eu gostaria de não ter visto ontem. Mas foi inevitável, começou depois de Chaves, e este sim vale a pena assistir.

Começou o expediente. Volto pra postar mais coisas (desta vez, interessantes) mais tarde! Um forte abraço pra vocês, e parabéns Katy! Apesar das sacanagens e das tirações de sarro, eu amo você, princesa!

1 análises:

Cris disse...

Conflito interno????
HAUSHURHAUSHURHAUSHRU isso sempre acontece comigo. Principalmente quando eu preciso fazer algo importante, PARA ONTEM e eu não tenho mais tempo.
Ainda bem que esse não foi o caso, certo?
Parabéns para você e a Katy!!! Felicidades, deve ser muito bom fazer um ano. O Yuri e eu temos planos para o nosso um ano. Esta longe, mas não custa nada sonhar e planejar né?
AH SIM, muito obrigada também por comemorar o UM ANO comigo e com o Yuri!! HUASHUAH ficamos muito felizes... MESMOOOOOOO!
Adoro a Katy.... *-*
E qto aos onibus, eu realmente fico desconfiada ao andar de onibus. Afinal, já fui assaltada neh... A moça que trabalha aqui em casa também, um senhor sugeriu para que segurasse a sua bolsa e depois quando ela se deu conta, cade o seu celular???
Bjoooos