domingo, 30 de dezembro de 2007

ADEUS ANO VELHO!

Estou postando diretamente da cidade de São Lourenço, interior de Minas Gerais. Consegui finalmente uma brechinha aqui pra dar uns 10 minutos aqui na Internet. Daqui a pouco tem um coquetel de confraternização no salão deste meravilhoso hotel fazenda e não posso perder. Enfim, vou ser breve. A viagem eu conto com maiores detalhes quando eu voltar pra São Paulo.

Estou aqui para desejar a todos vocês, amigos, leitores, inimigos e curiosos um 2008 fantástico, cheio de histórias boas, tudo de bom, muita paz, saúde e principalmente dinheiro (que nunca é demais) a todos! E que todos os nossos sonhos se realizem.

E aproveitando que isto é també um blog pessoal, vou deixar um recado para meus amigos: Saudade de todos vocês, irmãos! Katy, estou morrendo de saudades de você, minha linda! E já tenho um lugar PERFEITO para virmos, todos nós, passar as próximas férias. AAHHH!

Boas Festas a todos vocês! Fiquem na paz e não façam nenhuma besteira, hein!!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Mega-Sena = Fraude?

Olhem, eu recebi um email bastante interessante. Talvez de um cara revoltado com a vida de tanto jogar e nunca ganhar nada. Pois bem, vamos à ele:

CAIU A CASA DA MEGA SENA!!!

A GRANDE FARSA É DESCOBERTA! BRASIL: PARAÍSO DA
SACANAGEM.....


SE VOCÊ FEZ APOSTAS, FOI ENGANADO!!!

A Polícia Federal desconfiou que estivesse havendo algum
tipo de fraude na MEGA SENA. Mal começaram as investigações e...
pegaram várias pessoas envolvidas no esquema, entre eles,
funcionários, auditores, e muito peixe grande, ligados diretamente ao
governo. Era muita gente envolvida no esquema. Eles fraudavam o peso da bolinha, fazendo sempre dar os números que eles quisessem como já havia acontecido no jogo 'TOTO BOLA', e botavam 'laranjas' para jogar, em diferentes estados.
Você que achava Estranho a Mega Sena acumular tantas vezes
seguidamente, e quando saia o prêmio apenas uma pessoa ganhar e
geralmente em algum lugar bem distante.só podia ter algum tipo
de fraude mesmo!!!
Disseram que tinha membro da quadrilha com 4 Bilhões em contas
de paraísos fiscais, o que menos possuía tinha 8 milhões. Isso é uma
sacanagem com o povo, que trabalha demais, muitos até deixam
de comer alguma coisa para fazer uma fezinha. O que muito me admira é que quase não houve divulgação!!!!!!
Na TV,só passou uma vez no Jornal da Record, e na BAND. Na certa foram censurados...
Com certeza, o governo não quer perder a bocada que ele fatura
cada semana com os jogos, e nem quer mais CPI... Espalhem, isso não pode ficar assim não. Vamos nos unir e dar fim a essa grande rede de corrupção que envolve o nosso país.
Colabore com a DIVULGAÇÃO e ajude a desmantelar essa corja de
corruptos que levam 45% do seu salário em impostos e ainda
tÊm coragem de levar mais... Passe para todos da sua lista de contatos...
O BRASIL precisa saber!!!

Dr. Wagner Di Genova Ramos
PAVESIO ADVOGADOS ASSOCIADOS
XX XX XXXX-XXXX (voice)
XX XX XXXX-XXXX (fax)

*O único jeito de acabarmos com essa patifaria é ninguém jogar
mais em nada aí a CAIXA ECONÔMICA vai ter um puta prejuízo e,
talvez só assim fará alguma coisa. E o que que as autoridades vão fazer agora.
Esconder como fizeram quando essa notícia vazou???

DIVULGUE... MAS DIVULGUE MESMO, PARA VER SE ACONTECE
ALGUMA COISA!!!


Muito bem, muito bem, vamos aos fatos. Primeiro: uma coisa dessas não ser divulgado em televisões grandes como Rede Globo é o fim-da-picada, não? O cara que escreveu isso provavelmente colocou esses canais (Band e Record) porque quase ninguém assiste aos jornais dele. Segundo: governo com medo de perder a banca?! Faça-me rir! Com tanta verba que entra, vocês acham mesmo que ele (o Governo) iria censurar canais como a REDE GLOBO (a "incensurável")? Pelamor de Deus! Terceiro: não sei quanto a vocês, mas esse cara que escreveu essa merda não conhece ninguém que ganhou. Concordo. Ganhadores da Mega-Sena também não saem toda semana pra gente saber quem são. Mas eu conheço. Duas pessoas. Uma delas ganhou a quadra da Mega duas vezes. E falo com ela até hoje. A segunda ganhou, há algum tempo, o prêmio total. Também falo com ela até hoje.

Então, por favor, parem de acreditar nessas bobagens de "Foi descoberta a bomba!" ou algo do tipo. De sensacionalismo já basta o Datena!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Conspiração Orkut

Hoje em dia, quando queremos conhecer melhor uma pessoa, o primeiro lugar que a gente vai é no Orkut procurar o perfil dela. E se ela tiver, através de suas comunidades você descobre do que ela gosta ou não. E através das comunidades dos amigos você descobre também em qual o "mundo" que ela vive, o círculo de amigos, etc. Isso nos leva a acreditar que o Orkut é o maior banco de dados pessoais que já pôde existir. Pelo menos dos brasileiros, já que este povo verde-e-amarelo domina cerca de 95% do Orkut.

Agora vamos ligar os fatos: o Orkut não é tupiniquim, logo, é coisa de gringo. Se é gringo, vamos mais afundo descobrir de quem que é: poxa! Que surpresa, ele é do GOOGLE! Sim, o Google, a empresa de softs que um dia dominará o mundo, derrubando o império da Microsoft.

Pare pra pensar: existem mais "comunidades do Orkut" do que pessoas no mundo! Qualquer papinho que você esteja batendo com outra pessoa, é inevitável lembrar de uma comunidade! "Nossa que fome! Vamos comer ali no Mc. Aliás, estou na comunidade do Mc!". É assim. Ponhamos isso em pauta, então:

-> Pelo menos uma comunidade para cada dia do ano
-> Pelo menos uma comunidade para cada ano desde 1945
-> Pelo menos duas comunidades ("eu amo" e "eu odeio") pra cada banda existente no mundo (mesmo que amadora)
-> Pelo menos duas comunidades ("eu amo" e "eu odeio") pra cada membro de cada banda
-> Pelo menos duas comunidades (a mesma coisa) pra cada pessoa famosa (viva ou morta) no mundo inteiro
-> Pelo menos duas comunidades pra cada canal de televisão aberta - exceto a Rede Globo
-> Pelo menos duas comunidades pra cada programa de televisão de cada canal de rede aberta ou fechada
-> Pelo menos duas comunidades pra cada canal de rede fechada
-> Pelo menos vinte comunidades relacionadas à Rede Globo
-> Pelo menos vinte comunidades relacionadas à Big Brother Brasil
-> Pelo menos duas comunidades pra cada país existente no mundo
-> Pelo menos duas comunidades pra cada animal doméstico
-> Pelo menos trinta comunidades relacionadas aos emos
-> Pelo menos duas comunidades relacionadas ao comportamento humano (seja ele qual for, incluindo a vontade)
-> Pelo menos duas pra cada comida e prato que existe no mundo
-> Pelo menos duas pra cada automóvel (seja marca ou modelo)
-> E por aí vai...

Agora a pergunta que todos se fazem: o que será que está por trás de tudo isso? Será que o Orkut é a principal arma do plano de governar o mundo que está sendo realizado pelo Google e seu principal chefe "O Cérebro" (ajudado pelo Pinky)?

Falando sério agora, pra todos que têm Orkut, deixem o mínimo de informações possíveis em seus perfis. Falsos seqüestros estão sendo realizados com base em informações retiradas do Orkut, então tomem cuidado.

UP: Deixem comentários com as comunidades mais peculires, ou as que encontram de monte como eu fiz anteriormente


Um forte abraço a todos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Conformidade e Realidade

A filha de Marcus completava três dias de coma no hospital. Contraíra uma violenta infecção intestinal que se alastrou pelo corpo, através de bactérias, comendo em um restaurante desconhecido que pouco tempo depois foi fechado pela vigilância sanitária. O médico não dava muitas esperanças e nem muito tempo de vida. Marina era a única família de Marcus que não teve uma vida tão fácil.
Enxugando as lágrimas, ele saiu do hospital desconsolado. Ele estava controlando seu próprio desespero que explodia dentro de seu coração, apertando-o forte, muito forte.
Na mesma noite, Marcus teve um sonho. Um homem vestido com uma calça e um sobretudo azul-celeste e camisa branca aparecia na frente dele. Seu rosto não se podia enxergar direito, mas seus olhos eram profundos, hipnotizantes. Lisos cabelos brancos e longa barba cinza, possuía um calor que o próprio Marcus sentia, mesmo sonhando. As jóias de ouro que ele usava também chamavam muito a atenção do homem. Encontrava-se sentado em um trono de vidro.
- Bem-vindo sejas tu, Marcus. - disse a voz grave e profunda do homem.
- Onde estou? - perguntou o rapaz, confuso.
- Aqui é o tudo e o nada ao mesmo tempo. O céu e o inferno, o astral e o físico, material e imaginário. Aqui é minha casa. Entre, por favor. Fique à vontade.
Marcus deu um passo pra frente e sentiu o chão branco amortecendo seus passos. Olhou mais uma vez para o ser que estava a sua frente que disse:
- As pessoas que vêm até minha casa não vêm à toa. Explique o motivo de teu desespero.
- Minha filha... Ela está realmente muito ruim. Ela é o último pedaço de minha família que restou neste mundo. Eu não sei mais o que faço. - respondeu o homem, chorando.
- Marcus, aqui é meu mundo, minha casa. Posso fazer o que eu quiser, mudar o que eu quiser. E o que eu quero talvez seja o mesmo que tu queiras. Diga-me, o que faria se pudesses desejar qualquer coisa?
- Voltar no tempo e nunca ter ido àquele restaurante! - respondeu Marcus, sem nem pensar.
- Muito bem, então que assim seja. Acorde agora e sinta-se livre de teu desespero!
Um barulho soou alto e Marcus acordou. Suado, respirando forte. Olhou em volta. Fazia muito tempo que não dormia, mas naquele dia dormiu até demais. Sentou-se na cama e ficou lembrando do sonho estranho que teve. Foi quando alguém bateu em sua porta. "Ué, quem entrou aqui?" pensou ele. Foi quando uma voz de menina gritou do lado de fora:
- Pai! Pai! Acorda, a gente vai se atrasar!
Marcus achou que ainda estivesse sonhando. Jamais pôde imaginar que aquilo era real. Mas era. Rapidamente ele abriu a porta do quarto e abraçou sua filha com uma enorme força, como nunca havia feito antes. Em lágrimas, disse:
- Parabéns minha filha! Feliz aniversário!
- O-obrigada! - respondeu a menina que completava 14 anos de idade.
Os dois tomaram café, saíram e foram comemorar naquele domingo ensolarado. Marcus estava sem o peso nas costas, seu coração explodia e tudo agora fazia mais sentido pra ele, que nunca acreditou muito em "energias superiores".
Chegando a hora do almoço, eles olharam para o primeiro restaurante. Imediatamente Marcus disse:
- Não, vamos procurar outro lugar. Não gostei muito deste. Olha, ali do outro lado da rua tem uma lanchonete. Vamos pra lá!
A garota aceitou. Os dois se prepararam para atravessar. Ao longe, um motoqueiro vinha, o que fez com que Marcus e Marina dessem uma pequena corrida para alcançarem o final da rua. Mas o cadarço da menina estava desamarrado, o que fez ela cair. O motoqueiro, que vinha em velocidade, estava distraído e não viu quando a moto colidiu com o corpo da garota. Os dois, Marina e motoqueiro, rolaram alguns metros, sendo golpeados pela moto que ainda estava ligada e quente. Sem chances.
Foi uma noite extremamente difícil para Marcus. A filha não tinha resistido e morreu poucos minutos depois do acidente. À base de muito calmante e tranqüilizante, Marcus, com os olhos pesados de tanto chorar, adormeceu. E foi novamente que aquele velho homem apareceu:
- Marcus. Tu viestes de novo aqui? O que houve?
- Eu não acredito. Eu tive mais uma chance, mas ela se foi. Como isso aconteceu?
- Às vezes temos que acreditar que o que é pra ser, será. E apenas conformar com a realidade.
Marcus não pôde fazer nada naquele momento. Apenas chorava.
- Tu sabes que este é o meu mundo e minha casa. E que o que eu quero talvez seja a mesma coisa que tu queiras. E então?
- Por favor, dê-me mais uma chance! Só mais uma!
O velho homem sorriu e fechou os olhos. O mesmo som soou e Marcus acordou com sua filha batendo a porta. Mais um encontro emocionante.
- A gente vai se atrasar, pai!
- Filha, tudo bem se mudarmos de plano?
A garota no princípio não gostou muito da idéia, mas depois aderiu. Foram ao parque passear e andar um pouco. Pedalaram bicicleta, fizeram pique-nique e tomaram sol. No final da tarde eles encontravam-se em cima de uma ponte que ficava em cima de um rio. Os dois estavam debruçados na sacada. Marcus sorria e gozava do domingo curtido com sua filha. Foi quando a ponte balançou. Imediatamente ele desencostou do apoio, mas Marina não. A sacada inteira caiu no rio, junto com a garota que foi levada pela correnteza.
Algumas horas depois, os bombeiros encontraram o corpo dela. Mais uma vez uma difícil barra enfrentada por Marcus. Foram algumas noites de lágrimas correntes e milhões de pensamentos que o fizeram finalmente cair no sono para encontrar novamente com Ele.
- Marcus!
- Novamente eu falhei. Novamente.
- Teu desespero te trouxe aqui novamente. Sabes que esta é a última vez que poderás entrar em minha casa, não é?
- Imaginei, senhor.
- Sabes também que eu sou o dono, então posso mudar do jeito que eu quiser, não é?
- Sim, senhor.
- Tu sabes que este é o meu mundo e minha casa. E que o que eu quero talvez seja a mesma coisa que tu queiras. Então diga-me, o que queres?
- Senhor, o que você quer, é o mesmo que eu quero. Dê-me a conformidade, a sabedoria para enfrentar o meu sofrimento e levantar a cabeça pra vencer o desafio.
O velho homem sorriu. Levantou-se do trono e disse:
- Poucas são as pessoas que vêm até aqui pela terceira vez e fazem este pedido. Sabedoria tu já tens, Marcus. Falta apenas a paciência. Essa é conseguida através de tua conformidade. E somente tu conseguirá alcançá-la. Apenas tu. Estás afim de aprender?
- Sim, senhor.
- Então, que seja feita a nossa vontade.
Um barulho soou novamente e Marcus acordou. Estava em sua cama. Era de noite ainda e uma garoa fina banhava a cidade. Ele pegou seu carro e foi até o hospital. Sua filha estava lá, em coma, recebendo o medicamento. Marcus sorriu e ficou sentado em uma cadeira. A noite inteira.
De manhã, uma enfermeira o acordou:
- Senhor Marcus?
- Sim? - acordou, assustado.
- Sua filha, Marina.
Marcus estava preparado. E conformado. A notícia não o abalaria. Talvez por ele enxergar que por mais que as coisas possam ser evitadas, se tiver que acontecer, vai acontecer. E o que Deus quer é que a gente aprenda a se conformar com a realidade, porque a vida não é fácil, e o mundo é realmente cruel.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Ele acaba de chegar!

Modificando um pouco a letra da música:
"Estou a dois passos do paraíso
Estou a dois passos do paraíso!
Eu e a tábua de passar! Ele acaba de chegar!!"

Ontem finalmente foi a entrega das notas finais. Uma sensação gélida passava pelo meu corpo, fazendo-o suar frio, aumentando os meus batimentos cardíacos. Não que eu não confiasse em meu taco. Mas é que Direito Civil nunca foi o meu forte. E ainda tinha Introdução ao Estudo do Direito pra ver. Tudo bem, essa matéria eu matei a pau e já fui me preparando pra receber a última prova, a que me deixaria fora da zona, a "bam-bam-bam", enfim, a que decidiria se eu pegaria ou não Dependência. Eu não conseguiria esperar até as 21:45 pra pegar a nota. Era muita emoção pra mim, muito nervosismo e o relógio marcava 19:58 ainda. Que droga!! Foi quando alguém chegou na classe e disse: "A Keila está entregando as provas na outra sala!". Maravilha! Não vou precisar esperar até a segunda aula pra saber se estou dentro ou estou fora. Vamos lá!

Se estivessem organizadas em ordem alfabética, seria uma beleza. Mas não estavam. E isso aumentou minha tensão. A professora chamava pra pegar a prova, conferir e assinar a lista de recebimento de avaliação. Cada aluno perdia no mínimo 2 minutos lá na frente. Em uma sala com mais de 50 alunos, demoraria pra cacete um bocado pra chegar nos últimos. Chama aluno, sobe aluno, desce aluno, e eu ali sentado e esperando a minha nota. Estava demorando demais. Eu não agüentei e levantei. Fiquei de pé e andando de um lado pro outro, quase que furando o chão. E nada de ouvir o meu nome. E girava, contornava, estralava os dedos, andava e estralava os dedos mais ainda. E nada do meu nome. Perdi a calma e fui para trás da professora. Eu gelava por cada nota que eu via: 3; 3,5; 2; 3; 2; 3,5 e por aí vai. Era muita coisa pro meu coração. Levantava, sentava, levantava de novo, andava no tablado, lia alguma coisa pra me entreter e nada do meu nome. Mas que inferno!! Juro pra vocês que eu fui um dos últimos. Finalmente: Ariel Salgado Nascimento. Ufa, fui eu lá trêmulo, gelado e suando. Assinei a lista e recebi a prova: ah não! Não é possível! Não consegui atingir a nota!!! PEGUEI DÊ-PÊ!!!

Sentei triste e desolado. Meus companheiros estavam comigo também, muitos deles haviam ficado de DP comigo. "Relaxa, gente! Afinal, DP não é um bicho de sete cabeças!". Pode não ser, mas seis cabeças esse bicho deve ter. Enquanto a professora lia a prova de alguns e tirava dúvidas de outros, eu estava no meu cantinho cogitando uma possibilidade dela me arranjar de graça 1 ponto e meio. Já saquei minha CNH do bolso pra mostrar pra ela que ela corrigiu minha prova no dia do meu aniversário e podia me dar esse presente. Mas foi em vão, perdi as esperanças quando ela mesma disse: "Pessoal, nem venha pedir notas pra mim. Eu posso reconsiderar questões pra ajudar quem está necessitando, mas no máximo 0,5 eu ajudo, e mesmo assim só pros que vêm à minha aula". Saco.

Eu já estava me conformando com a DP. Afinal, eu tinha que fazer de uma maneira ou de outra. Nessa hora, metade - ou mais - já tinha ido embora. Os que passaram direto baixaram no bar. Os que não passaram direto também baixaram, pra beber e esquecer. Foi quando eu li a minha questão 3. Espera aí, eu acertei esta questão! Não entendi o porquê dela ter dado TOTALMENTE ERRADO! Vou falar com ela!

PROFESSORA: Qual é sua dúvida, Ariel?
EU: Professora, eu sei que não está totalmente certa esta resposta, mas eu respondi o que é Dolo Bilateral.
PROFESSORA: Deixa eu dar uma olhadinha. Hum. Bem, pra começar, "Dolo Bilateral" já diz, são duas pessoas, aqui você colocou "Quando um agente". Um agente só não faz a ação do dolo bilateral.
EU: Mas olha, leia tudo. Eu não coloquei só um agente.
PROFESSORA (lendo em voz alta): "Dolo Bilateral é quando um agente, por ação ou omissão, usa-se da esperteza para se beneficiar de uma situação onde outrem, sabendo disso, silencia-se verificando que ele também será beneficiado. Neste caso o contrato não é anulável". Realmente, está certa a sua resposta! Nossa, eu não sei o porquê está errado. Viu, isso é que dá não ler até o final. Também, é tanta prova pra corrigir que eu acabo nem lendo até o final. Pronto, sua nota está ajustada.
EU (quase não me contendo): Obrigado, professora, muito obrigado.
PROFESSORA: Não me agradeça. Eu não te dei esta nota, você quem a tirou.
EU: Mesmo assim, obrigado por re-corrigir.

Saí nervoso, elétrico. Ajoelhei no chão, na frente da sala e de todo mundo e gritei: PASSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI!!!

Fui direto pro bar. Eu estava afobado, eufórico. Tomei umas com a galera, rimos, brincamos, nos divertimos gozando do momento de NÃO VOLTAR PRA FACULDADE TÃO CEDO!! ADEUS!! Agora só em 2008! DOIS MIL E OITO!!!

Voltei pra casa e no meio do caminho, com a maior sorte do mundo, encontrei com a Cris. Ela me viu totalmente animado e contente. Fomos comemorar em uma lanchonete de renome. Eu estava querendo conversar muito com ela, mas infelizmente não deu. Assim que pegamos os nossos lanches, saiu treta. Dois homens cercaram um terceiro e começaram a se bater ali. Ficaram por uns 5 minutos ali se socando até os "seguranças" chegarem e separarem. Eu vi a hora em que um deles sacava um revólver da cintura, mas não o fez. Apenas ameaçou que se o que ficou lá dentro saísse ele ia se arrepender. Foi punk a parada. O clima chato predominou. Meia hora depois a polícia chegou e todos puderam sair seguros.

É isso aí. Agora é só desfrutar das férias, aproveitar ao máximo e sem preocupações! Fechei o ano bonito e agora nem quero pensar mais nisso! Ah, que venha o "paraíso"!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

"Um por todos e todos por um!"

Sabe o que é ter amigos?
É uma família, irmãos
É muito mais do que muitos imaginam
E eles não estão espalhados não

Dê uma festa e você verá quantas pessoas aparecerão
Fique doente e veja quantos lembrarão
É simplesmente isso

Somos amigos, e muito amigos
De anos, de vidas, de história
Risos, alegrias, tristezas, brigas, memórias...
Amigos!

Um tripé, os Três Reis
Não sou nada sem vocês
Um por todos e todos por um
Os três mosqueteiros, tudo em comum

Irmãos, família, amigos
Brincadeiras, saideiras, memórias
Amigos... Que em uma só voz gritam
"Um por todos e todos por um!"

PAX

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A dois passos do paraíso

Ontem foi correria geral. Geral. No final do dia eu me encontrava uma pilha. Pra começar, o banco em que eu trabalho está com fechamento de serviço, o que faz com que a gente trabalhe com o triplo de dedicação. Isso não é nenhum problema, afinal, gosto (e muito) de trabalhar. E na hora do almoço então! Ontem, graças ao 13º salário, tive essa hora extendida por mais 30 minutos (não, não é regimento interno não, é garantia de lei). Então aproveitei pra almoçar com a Katy. E com o Henrique também, afinal, ele voltou de Lins! Mas tínhamos que enviar uma encomenda no Correio. E o tempo era curto, uma vez que o cara do Banco Safra estava de sacanagem comigo e me fez esperar 20 minutos só pra tirar o dinheiro pra postagem. Mas beleza. Depois disso compramos o almoço no Extra e fomos comendo no caminho do Correio. Pegamos uma puta fila pra comprar a caixa e encher de coisa lá dentro. Mais uns 15 minutos e finalmente voltamos! Mas o GÊNIO do Henrique fez a gente ir até o Correio mais longe possível, o que me fez levar mais uns 20 minutos pra chegar aqui no escritório. Caramba! Nem tive tempo de fazer nada, não parei um segundo e cheguei faltando 5 minutos pra acabar o almoço - tempo suficiente pra escovar os dentes e voltar ao trabalho.

Cheguei na faculdade e fiquei aflito. Ouvi boatos de que a menor nota de Teoria Geral do Estado tinha sido 2,0. Até aí, beleza. Mas o mesmo boato continha a inrformação de que 80% da sala tinha tirado 3,0 e pouquíssimas pessoas tiraram nota azul. Aí sim, gelei. Primeiramente eu nem ia esperar a última aula. Eu simplesmente iria pra faculdade hoje pra pegar a nota de TGE. Mas esse boato me sacodiu de uma tal maneira que eu fiquei aflito demais pra ir sossegado pra casa. Eu não ia dormir, juro. Não antes de verificar isso.

A tensão aumentava. O professor não chegava nunca. Eu já tinha pegado minha prova de Linguagem Jurídica e comemorado uma nota baixa pra mim, mas que mesmo assim garantiu minha vitória perfeita: 7,5 em uma prova que eu precisava tirar 0,25. Muito bem, passou o tempo, "Feliz Natal, professor, tudo de bom" e cadê o Samuca?

Eu já estava uma pilha. Não é pra qualquer ser humano comum conseguir agüentar firme com aquilo tudo, muita pressão pra uma pessoa só. Inferno.

Não demorou muito e o professor chegou. Mas ele gosta - e muito - de nos deixar mais tensos do que já estávamos. Fizemos todas as contas possíveis e eu precisava de tirar pelo menos 3,0 pra passar sossegado. Pra não dizer 3, era 2,5. Mas meio ponto talvez fosse irrelevante naquela altura do campeonato. Aliás, meio ponto poderia até me salvar. E a tensão continuava. Finalmente ele entregou as provas: AEEEEE! TIREI SEIS!!! Ufa, vou dormir sossegado agora. Passei com uma linda nota, que me deixará fora da "zona".

Bem, agora só falta mesmo a nota de Direito Civil e de Introdução. Esta última nem estou com tanto medo. O que pega é a prova da Keila. Essa sim, é o pior dos carrascos. Até o capeta deve ter medo de ter aula com ela. Todo mundo tem algum professor assim, né? No colegial eu me lembro de uma de Português que eu guardo no meu coração até hoje: Regina Helena. Ah, aquilo sim era mestra. Explicava tudo com os maiores detalhes possíveis e você achava que não entendia bulhufas. Chegava na hora da prova e o aluno que tirava 4,0 comemorava por ser a maior nota da sala. E a gente não achando que aquilo era a mágica da Regina. Sim, porque não sei quanto aos outros, mas todos os vestibulares que eu fiz até hoje depois que saí do colegial, Português foi a matéria que se não fosse gabaritada, errava no máximo duas questões. Em compensação Física...

E fica assim: quinta-feira pego o resultado restante na faculdade. Civil e Intro, duas matérias, dois passos que faltam para que eu me liberte para as férias tão esperadas!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Tônico Tornado

Quem disse que se o homem quiser ele não controla o sono? Hein? Hein?

Sábado, depois do meu cursinho, fui ao teatro ver a Katy se apresentar. Combinei com a Lais de me encontrar com ela na porta da casa dela umas 18:30. Mas o fato é que eu tinha combinado com o Zé (oi, Zé) de encontrar com ele no Metrô Santa Cruz umas 18:40. E da casa da Lais até o Santa Cruz leva uns 15 minutos de ônibus. Isso quando o ônibus não demora a passar.

Lembrando agora da explicação que passaram pra gente pra que chegássemos ao teatro em menos de 30 minutos (a peça começaria as 20h): vai até o Terminal Santa Cruz, pegue o Jd. Clímax, peça para descer no ponto mais próximo do Sesi Vila das Mercês. Ótimo. Ficamos então ali no terminal do Santa Cruz perguntando pras pessoas na fila, pro vendedor de cachorro quente, pros fiscais e pro bebê do carrinho aonde passava esse bendito busão. E quem sabia? Claro que ninguém sabia! Ele NÃO passava ali. E olha que eu cheguei no Santa Cruz umas 19h. Beleza, vamos então prum lugar onde temos CERTEZA de que ele passará. Segundo a Lais, não era longe: Vila Mariana. Então bota nóis pra correr até lá e pegar o bendito ônibus. Chegando lá, a Lais só aponta: "Olha, aquele é o Jardim Clímax!". O Zé pergunta: "Qual?". E eu, sorrindo tristemente aponto: "Aquele que está saindo nesse exato momento". Ô ódio! E ali ficamos mais um tempinho. Pouca coisa, uns quarenta minutos, mais ou menos. O ônibus chegou 19:42 e saiu 19:45. Corre motorista! Corre que dá tempo. Enquanto isso, a Katy ligava pra gente pra saber onde estávamos.

KATY: Onde vocês estão?
LAIS: Acabamos de pegar o ônibus aqui na Vila Mariana. Sabe por quê? Porque alguém falou que era no Santa Cruz, mas ninguém nunca tinha ouvido falar dele lá.
KATY: Em quanto tempo vocês chegam aqui mais ou menos?
LAIS: Uns vinte minutos.
KATY: Tá, eu vou avisar ao professor. Estamos esperando só vocês.

E de fato estavam. Assim que eu cheguei, todos me receberam, e mostraram meu lugar. Me senti um cara exclusivo e super-importante! Óia!! Ainda disseram que anunciaram no microfone "Senhoras e Senhores, queiram nos desculpar, mas o show só vai começar quando o Ariel, namorado da Katarina, chegar ao recinto. Ele vai se atrasar apenas por alguns minutos, mas não muitos - eu espero". Bem, foi interessante que todos olharam pra mim assim que cheguei e pediram o meu autógrafo. Não entendi de início, mas depois que me contaram essa do locutor tudo fez mais sentido. Bem, que comece o espetáculo!

Realmente um espetáculo! Foi muito bom, uma peça inteligente, com atores bons, razoáveis, ruins e Katy. Um parabéns especial para a minha amiga Mayara R. Feitosa, que estava simplesmente incrível! A Katy também, estava linda e muito bem descontraída, atuando muito bem também. Show, principalmente depois da dança "Thriller" do Michael Jackson. Foi demais!

Depois disso, uma pequena saideira com o Zé (oi, Zé), e casa! Mas que chato, o sábado já acabou?! Não, ainda não! Meu sábado durou até umas 8 horas da manhã do domingo. O que me fez agüentar? Um supertônico que eu preparei: Café+Flying Horse+Gatorade+CocaCola+Guaraná comendo chocolate (pra dar mais energia e tirar o gosto ruim da boca). Nossa, fiquei tão aceso que meu corpo até tremia. E domingo, dormi às 8 e acordei novinho em folha ao meio-dia. Sim, acredite, esse tônico mais do que funciona, apesar de ser meio amargo por conta do café. Ficou uma coisa preta dentro do copo, forte como um tornado. Apelidei esta bebida de "Tônico Tornado".

Domingo tranqüilo, jogando Playstation 2 com o meu irmão, humilhando-o em Cavaleiros do Zodíaco e tomando um couro em Winning Eleven 10. Mais tarde fui pra Sociedade, encontrei com a Katy lá e fui ao Extra depois, garantir o bolinho de hoje aqui pro pessoal do trabalho. É, hoje faz vinte anos que meus pais fizeram a besteira de me colocar aqui neste mundo. Como diria o Capitão Nascimento: "Muito obrigado, senhores! Muito obrigado!".

Bem, vou trabalhar agora. Durante o dia coloco algumas besteiras, poemas e estórias aqui. Forte abraço!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Vida

Eu nunca vou me acostumar a essa velha cidade suja
Eu não posso rir como antes, e ando envergonhada de cabeça baixa
Gostaria de viver em um mundo saído de um sonho
Sem guerras e vivendo em paz

Não vou mais ficar me segurando
Tenho que dizer tudo o que quero
Na volta para casa, de tardezinha no ponto de ônibus
Dava adeus aos meus dias de tristeza

Ei, todos vocês que vivem apressados:
Seus sonhos se realizaram?
Pois eu ainda estou lutando para isso acontecer
Você precisa mostrar sua pose de lutador

Ao invés de voltar para a minha infância
Eu quero tentar viver o presente
Apesar de ter nascido covarde

Eu vou para um lugar ensolarado
E erguer os braços para o céu

Eu me pergunto:
Assim poderia alcançar aquele céu?
As asas que eu uso para voar
Ainda estão invisíveis
A vida não é simples, por isso que eu vou vivendo

Uma só mentira não tem nenhum significado
Todo meu amor…
Se não for assim, não tem como continuar!

Um doce amor como se vê em sonhos
As pessoas procuram um lugar para esconder os rostos
Mas na realidade são dias após dias sem poder se encontrar
Podendo apenas acreditar, são dias solitários

Eu quero ser amado, eu só quero ser amado
Foi o que eu disse
Mas só pedir isso não vai mudar nada

Eu lembro que às vezes quando eu era mais jovem
Eu cometia tanto erro imperdoável
E agora eu só queria poder mudar tudo isso

Eu fui para um lugar ensolarado
E segurei a sua mão com força
Eu vou destruir aquele lugar, aquela época
Eu posso mudar a minha vida
Mas eu ainda não consigo expressar totalmente
O que sinto no meu coração
A vida não é simples
Por isso que eu vou vivendo

Mesmo errado, sigo em frente
Como uma estrela cadente coberta de lama

Eu vou para um lugar ensolarado
E vou olhar para o mapa da minha vida
Mas eu e você sabemos
Nós não podemos planejar nada
Eu posso mudar a minha vida
Todos os dias que eu vivi até hoje
Me fizeram que eu sou hoje
A vida não é simples
Por isso que eu vou vivendo

(Yui Horie - Life / Rolling Star)

Nostalgia, provas e Segunda!

Finalmente as provas da faculdade terminaram! Aleluia! Férias!

Bem, enquanto fiquei "estudando", muita coisa aconteceu, algumas coisas legais que eu acabei nem colocando aqui no Blog. Vou contar algumas delas, as que merecem vir pra cá.

Sábado foi o casamento da minha prima. Cara, essas coisas só acontecem pra gente perceber que o a gente tá grande e que pessoas como ela, que há algum tempo brincava de pega-pega com a gente, está agora casando para construir a família e a vida dela. Isso por um lado é bom, por outro é triste. Nostálgico.

Ela estava linda. Chorou (quem não chora?) bastante antes de dizer o "sim" na igreja. Aliás, assistir a um casamento na igreja é particularmente um saco, não acham? Eu acho. Todo mundo deve achar. Né?

O casamento foi muito bom, teve bastante coisa. Dancei com a Katy, sacudi mesmo de terno e gravata. Aliás, coisas estas que fui tirando aos poucos a cada música que o DJ tocava. Não, eu não tinha bebido. Tá, tinha sim. Estava com vodka na cabeça, mas só um pouquinho. Enchi a barriga de salgadinhos e na hora da janta não consegui comer nada. Faz parte.

Domingo foi relativamente calmo. Fiquei estudando Teoria Geral do Estado com a Katy do meu lado. Tá, eu não estudei. Mas a Katy também não tem nada haver com isso. Na parte da tarde eu comecei a preparar a carne na churrasqueira pra comemorar a segunda. Não, não é a segunda-feira não. É a Segunda Divisão mesmo! VAI CURINTIA! Se-gun-do-na! Depois disso foi levar a Katy pra casa e descansar mais um pouquinho.

Semana de provas foi terrível. Fui imprevisível na prova de Teoria Geral do Estado, terça eu estudei feito um condenado pra não pegar DP em Direito Civil e fui bem na prova. Agora só resta a professora achar a mesma coisa. Pra terminar, prova de Linguagem Jurídica ontem. Essa foi engraçada. Cheguei ontem na facul e vi o povo se matando de estudar. Como eu precisava de tirar 0,25 nessa prova pra passar direto, nem estudei nada. O povo ficou até nervoso comigo porque enquanto eles estavam ali sentados e estudando feito loucos eu estava na minha carteira sossegado ouvindo meu MP4. O resultado foi que eu acabei passando cola pra todo mundo de qualquer forma. Ih, pode dizer que eu passei cola aqui? Pode, né? Só espero que nenhum professor leia meu blog. Aliás, quem nunca passou cola? Isso vale pra quem já facilitou também. Passar e pegar cola é natural. Só precisa saber fazer isso.

Como podem ver, caio em contradição agora ao dizer que não aconteceu muita coisa de interessante nesse tempo todo. Tenho que tomar cuidado pra minha vida não entrar na rotina. Muito cuidado.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou

Sei que em muitos lugares o tema é o mesmo. Tudo bem, eu, ao mesmo tempo que odeio, não quero fazer parte da "grande massa". Mas é inevitável não comentar sobre isso. Não sei quanto a vocês, mas fim de ano tem um clima todo especial e diferente. Não sei se é o excesso de comerciais de brinquedos na TV e nem os papais noéis espalhados na rua com aquelas roupas imensas e pesadas em pleno verão tropical do Brasil. Acho que não é por nada disso. Se não tivesse essa invasão da mídia e do marketing, acho que teríamos a mesma sensação. É inexplicável.

Dezembro é um mês bom, apesar de tudo. Mal começamos e já aconteceram muitas coisas! Trabalhadores recebendo a primeira parcela do 13º salário, você tirando nota baixa na facul ou colégio e se matando de chorar pro professor não te colocar em DP ou recuperação, pessoas comprando carros, presentes, passando em vestibulares, prestando vestibulares, Corinthians caindo pra série B do Campeonato Brasileiro (hahahahaha). Enfim! Final de ano está aí, todos nós ficamos mais velhos e 2007 já não é mais tão recente assim.

E pra comemorar, a Rede Globo de Televisão, maior manipuladora nacional, prepara atrações inéditas para o seu final de ano: apresentação dos novos filmes no Tela Quente 2008, especial Roberto Carlos, classificação do novo e imprevisível Big Brother Brasil, Retrospectiva 2007 com os fatos mais marcantes do ano e, para finalizar, o Show da Virada com apresentação dos melhores e maiores artistas do Brasil, com queima de fogos à meia-noite do dia 01/01/08. Aahh! Como eu adoro essa mesmice da tevê. Isso sem falar da vinheta que toca aquela música que todos tanto adoram.

E assim ficam todos em um pasmo êxtase, corpo mole, férias, só curtição. Até o final do carnaval. Ah, o carnaval! Globeleza, curtição, crianças sendo concebidas por bêbados descontrolados e esfomeados por sexo, mulheres sambando nuas ou seminuas em cima de carros alegóricos e carnavalescos se divertindo por todas as partes. Caos. E depois o ano começa até percebemos que ele mais uma vez chegou ao fim sem que você cumprisse o que prometeu ao pular as ondinhas na praia no dia da virada. Realmente, a vida e o dia-a-dia estão cada vez mais... assim... tão... iguais!