É, eu estava aqui pensando e mentalizando. Quantas coisas já passaram pela minha vida! Teve uma época em especial que eu chamo de "Época de Ouro". Aconteceu por volta do ano de 2001 até meados de 2003, voltando a brilhar no início de 2005, findando neste mesmo ano. Ah, como as coisas eram boas. Fase de moleque, não tem jeito mesmo.
Mas é engraçado como as coisas mudam repentinamente. É como a teoria do caos: "o bater de asas de uma borboleta pode provocar um tufão no outro lado do mundo". Uma coisa tão pequena pode se tornar grande, assim como o bom pode ficar ruim. E isso talvez nem leve tempo.
Muitas vezes eu lembro do que a Nanda me falou. É uma frase que eu nunca esqueço e nem esquecerei: "Sempre, pelo menos uma vez na vida, a gente se decepciona com um alguém". Isso me preparou e me cativou por um bom tempo. Ela quis dizer que é bom a gente sempre ficar esperando por uma decepção causada por uma pessoa, seja ela quem for. Se estivermos esperando, o baque é menor e talvez o tal "tufão" não seja tão devastador.
Entre o meio de 2003 e o início de 2005 aconteceram coisas que me abalaram tanto emocional como psicologicamente. E não, não é a mesma coisa. Psicológico vem da cabeça e emocional vem do coração. "Amigos" pareceram revoltados comigo, por alguma razão que eu não conhecia, pelo menos até aquela altura. Depois eu fiquei sabendo. Era apenas uma pessoa. Uma pessoa.
Cabe aqui uma observação que nem todos precisam entender: quando pensamos em algo, nós criamos uma centelha dentro de nosso cérebro. Se alimentarmos esta centelha, vira uma enorme explosão. E se aumentarmos cada vez mais esta explosão, pensando, maquinando, filosofando sobre aquele pensamento, ele se desprende de sua cabeça, tornando-se algo de vontade própria que se junta com algo parecido (ou igual a) com ele. Esse tipo de fenômeno chamamos de "Egrégora". E um egrégora é tão poderoso que consegue influenciar outros pensamentos, fabricando mais e mais egrégoras que se juntam, formando um só, imenso, enorme, devastador. Pra algumas pessoas, isso não faz sentido. Mas pensem: por que quando a prece para algo se torna "mais forte" quando várias pessoas rezam ao mesmo tempo? A resposta é simples: porque Deus atende quando for mais de uma pessoa do que se fosse uma só. Ou egrégora. Chame do que quiser. Mas isso não dá certo só com coisa boa (o que sugere o exemplo da prece). Coisa ruim também. Como você acha que funciona a inveja das pessoas? Ah, ficar produzindo egrégoras malígnos também atraem egrégoras malígnos pra você. Lembra? Parecidos ou iguais. Por isso que quando algo está dando errado, continua a dar. Porque ninguém, nem eu, pensa positivo quando aparecem os problemas. Mas enfim, não vamos perder a linha do raciocínio.
O que eu quis dizer com o egrégora, é que esta pessoa criou um tão grande contra mim, que este acabou influenciando as outras pessoas a criarem egrégoras de mesmo tipo, o que me deixou totalmente abalado. Foi difícil, mas superei bem. Lembra que os egrégoras malígnos atraem os outros malígnos? É a tal da conversa da "ação-e-reação" ou pros mais religiosos "aqui se faz, aqui se paga". Ou Carma. Mas esse elemento que criava algo negativo de mim acabou saindo por motivos que nem quero tratar aqui. Engraçado que quando ele saiu, tudo mudou.
Nesse meio tempo, conheci a Cris e o Henrique, amigos que posso confiar de verdade (até hoje), e com eles um pessoal que realmente valia a pena. Era muito bom sair com eles. Éramos jovens, precisávamos nos distrair.
Foi muito bom. 2005 foi um dos melhores anos da minha vida. Eu achava que não tinha inimizades, que eu poderia ser tão insignificante que pessoas não perderiam o seu tempo pensando coisas ruins sobre mim. Aquele era o meu mundinho. Mas como eu percebi, a gente cresce, evolui, amadurece. E crescer é um baque violento. Algumas pessoas não conseguem acompanhar a evolução e acabam causando certos conflitos. "Amigos" perdidos em apenas uma discussão. "Amigos" perdidos sem discussão alguma. Pessoas que eu pensava que podia contar começaram a criar intrigas e querer sempre o meu pior. Outras mostrando que o interesse sobre o que eu faço (ou fazia) era o único motivo para manter contato, já que de amigos não se cobra. É, o mundo é realmente cruel. Não, minto. O mundo não é cruel. Os habitantes dele é que são.
Mas hoje eu estou melhor do que nunca. Totalmente equilibrado na mente e no coração, tenho bons e velhos amigos, já me decepcionei o suficiente para não ser mais derrubado por isso, tenho experiência o suficiente pra viver do meu jeito. É, eu cresci. Eu amadureci. E não estou afim de saber como essas pessoas que não simpatizam comigo estão ou se já me esqueceram. Já tenho muito com o que preocupar. E digo mais: coisas mais importantes do que meros inimigos.
Fazendo jus ao título de hoje: saudade dos tempos de paz, em que eu vivia no meu mundinho cheio de amigos e fechado e filtrado contra inimigos que talvez nem existissem. Mas as coisas nem sempre são do jeito que queremos que seja, não é mesmo? Essa é a graça de viver. E vivemos pra vencer!
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
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3 análises:
Lindo texto ç.ç
Saudade dos tempos que não voltam mais???
Ah... nem tenho não. Afinal, na época fiz tudo o que poderia fazer, pensei no que queria pensar, fui livre para fazer tudo....
Então, hoje não tenho do que me arrepender (mesmo das maiores cagadas podemos aprender, certo?! ;D) e depois de um tempo, percebemos que as pessoas mudam, quando não conseguem mais olhar para a vida do mesmo jeito do que o nosso... quando os objetivos não são iguais. É a hora de dizer "até logo".
Até Logo....
hihih brincadeirinha!
É, de fato não tenho arrependimentos e nem tampouco deixei de fazer algo que eu queria. Apenas saudade, nostalgia. Algo como uma boa lembrança, fazendo-me comparar o passado com o futuro. Não quero que aquele tempo volte. Regressar é involuir. Quero apenas lembrar. E sentir saudade. Apenas saudade.
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