Engraçado que eu já andava bastante de metrô, mas não com tanta freqüência. É interessante você perceber a variação de mentes, culturas e personalidade entre as pessoas que pegam esse transporte, principalmente na Sé (marco zero, super-centro de Sampa). Roqueiros, punk, advogados, médicos, pedreiros, camelôs, engravatados por esporte, estudantes, corredores da maratona, mendigos, velhos, velhas, grávidas, mulheres, homens, duvidosos, crianças, negros, brancos, amarelos, vermelhos, azuis... Enfim! Quer saber se a miscigenação no Brasil deu certo? Vá até a Praça da Sé e descubra! Japonês negro de olhos azuis você só encontra lá. Falo sério.
Bem, agora que eu mudei de faculdade (com alguns probleminhas ainda pendentes), estou estudando mais do que o ano passado. Isso se deve a dois fatores: passei pruma fase mais rígida e pruma universidade mais consistente. Apesar disso, quarta-feira saio 2 horas mais cedo, proporcionando mais tempo pra descansar, estudar por conta própria e falar com a Katy. E ainda estou descobrindo novos caminhos/trajetos para chegar na faculdade a tempo. É bom, conheço melhor a minha cidade grande desse jeito.
De noite, quando eu estou voltando, fico olhando para o céu enquanto estou no ônibus. É o que mais faço. É legal, hipnotioza. Dá vontade de voar pra se misturar com as poucas estrelas que ainda assim são ofuscadas pela luz da minha Grande São Paulo. Viver na Metrópole é muito legal, tem muitos pontos positivos. Tem tudo em qualquer lugar que você procure, em cada esquina tem um Bradesco, em cada esquina tem um orelhão, mesmo que não funcione. O sinal do celular pega em quase todos os lugares, exceto se sua operadora for Vivo (igual a minha). Fora os preços e o custo de vida que, comparados a outras cidades grandes do Brasil, é relativamente baixo. Mas também temos nossos problemas. Quem não é daqui pensa que não existem favelas em Sampa, que aqui tem emprego pra todo mundo e que vir pra cá pode ser a solução de todos os problemas. Pra quem pensa assim, digo: está redondamente enganado. A superlotação de São Paulo é um problema que está se agravando cada vez mais. Não digo isso por qualquer motivo pessoal não, eu digo porque é verdade. Uma pessoa de lá do Nordeste (onde há maior migração pra SP), por exemplo, vem pra cá achando que é tudo aquilo e quando chega descobre que não é nada, que aqui é bem mais difícil do que ele imaginava. Ele não consegue emprego e nem dinheiro pra voltar. O que resta fazer? Mendigar. Com o dinheiro da mendicância ele constrói um barraquinho na marginal e por ali ele se procria. E como não tem dinheiro pra estudar e nem proporcionar estudo aos filhos, continua desempregado. E sem informação, se procria mais ainda. E ainda sem emprego e sem estudo, o que resta fazer? Voltar pra onde veio ele não vai, não tem dinheiro pra isso. Então acaba no crime.
É, fugi bastante do assunto focal. Mas isso não é uma redação de vestibular, né? Isso é um blog! Informativo, dinâmico, divertido e diário. É um blog! E por falar nisso, me desculpem pelo Professor Evilásio. Ele é meio mau-humorado, mas é gente boa. Vai ajudar a muitos que estão precisando, vocês vão ver!
Bom, estou trabalhando de novo! Isso é o que importa! E com isso, novas estórias pro meu cotidiano. Então dê uma passadinha aqui todos os dias pra conferir, ok? E não esqueça de deixar o seu comentário.







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