Hoje vou mandar os tempos verbais, incluindo gerúndio, particípio e infinitivo. Mas, claro, antes de começar, falarei um pouco sobre o que é um verbo.
Verbo é toda palavra ou sentença que informa ação ou omissão do sujeito (elemento da frase ou oração que pratica o verbo). E por falar em frase e oração, qual é a diferença entre elas? Muito simples: frase é todo o período que contém um sentido completo, independente se tiver um verbo. Exemplo: "Bom dia!" Já a oração não necessita possuir um sentido completo, contanto que tenha um verbo. E, como regra de ouro, para cada oração existe um, apenas um e tão somente um verbo ou locução verbal (dois ou mais verbos que exprimem o sentido de um só). Exemplo: "É. Vou levar isso a sério." Nesse exemplo, temos uma frase e duas orações. Percebe-se que o "É." sozinho não tem sentido nenhum, por isso não é considerado frase, mas é uma oração completa porque possui um verbo (ser). Para saber quantas orações possui uma frase, é só contar a quantidade de verbos ou locuções verbais existentes. Simples assim. No exemplo, duas orações formadas por, respectivamente, um verbo (ser, flexionado em é) e uma locução verbal (vou levar exprimindo apenas o sentido do verbo levar). Mas pra que isso seria importante? Mais pra frente, quando estudarmos análise sintática, explicarei o motivo. E não falte a nenhuma aula até lá, cabeçudo! Análise sintática é pra raros.
Agora, vamos adentrar ao estudo dos verbos. Começando com os tempos verbais.
Na escola, a titia Maricota ensina que os tempos da ação ocorrem no passado, no presente e no futuro, certo? Claro que para criancinhas de 10 anos, pedir pra que ela conjulgue o verbo "tagarelar" no futuro do indicativo seria o mesmo que cortar a língua dela fora. Acontece que você acaba crescendo com a burra mania de achar que nada mudou, que os tempos verbais são esses e pronto. Se embanana todo quando alguém pede a conjulgação do verbo ESTAR no pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo, sendo que você nem sabe o que é pretérito. A sua sorte é que por meio deste blog, você me conheceu. E eu, de uma forma ou de outra, nem que seja por MSN, vou colocar nessa sua cabecinha oca o que significa cada um.
Primeiramente, os tempos são divididos em PRESENTE, PRETÉRITO (ou passado) e FUTURO. São classificados em INDICATIVO e SUBJUNTIVO. Quando o verbo expressar uma idéia de certeza absoluta, como eu expresso enquanto leciono a vocês, ele é chamado de INDICATIVO. Quando for o contrário, ou seja, expressar incerteza, igual a que vocês expressam em relação à existência de vocês, ele é chamado de SUBJUNTIVO. Sabendo disso, vamos às explicações de cada tempo verbal em cada classificação:
1.0 - MODO INDICATIVO
1.1 - Presente do Indicativo: Certeza da ação no exato momento em que ela acontece. Exemplo: Eu falo. Eu ando. Você gagueja. Tu fedes. Ele briga.
1.2.1 - Pretérito Perfeito do Indicativo: O próprio nome já diz: perfeito. Isso significa que a ação se cumpriu perfeitamente, ou seja, não foi parada ou planejada. Exemplo: Eu parei. Eu xinguei. Você perdeu.
1.2.2 - Pretérito Imperfeito do Indicativo: Se é imperfeito, então não se cumpriu, cabeção. Simples assim, sem rodeios. Refere-se a uma ação certa que aconteceu, mas não acontece mais. Exemplo: Eu parava. Eu xingava. Você perdia.
1.2.3 - Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo: Todo mundo acha que só por causa do nome grande a coisa já complica. Acerto em dizer que pensar dessa maneira é BURRICE! Preste atenção, por gentileza: pretérito mais-que-perfeito expressa uma ação passada em relação a outra ação também passada. Não entendeu? Tenha um pretérito perfeito em uma frase. Depois, em relação a esse pretérito, tenha outro. Este, por sua vez, será flexionado de modo que o verbo mude de tempo para pretérito mais-que-perfeito. Exemplo: Ele socou o rapaz que lhe galanteara. Nesse caso, temos aqui o pretérito perfeito SOCOU relacionado a uma ação mais passada ainda, que seria GALANTEAR. Por este motivo, este último verbo flexiona-se no tempo pretérito-mais-que-perfeito. Outros exemplos: Matei o cara que me roubara. Comi a comida que eu fizera.
1.3.1 - Futuro do Presente do Indicativo: Todos nós sabemos que futuro é algo que ainda vai acontecer. E indicativo, como eu já disse antes, é uma ação certa e conhecida, que não tem falha e nem dúvidas, assim como eu. Mas o que não sabem distinguir é quando damos a classificação do tempo futuro. Começaremos pelo Futuro do Presente: é o futuro costumeiro, usual, simples e certo. Exemplo: eu irei, eu matarei, eu espancarei, tu perderás, vós repetirás.
1.3.2 - Futuro do Pretérito do Indicativo: Ação futura baseada em outra no pretérito. Simples mesmo. Exemplo: Eu até viria, se não tivesse casado. Se você fosse ladrão, com certeza perderia.
2.0 - MODO SUBJUNTIVO
2.1 - Presente do Subjuntivo - Expressa ação no momento em que ela ocorre, mas sem certeza de que está ocorrendo. É facilmente identificado pelo advérbio "talvez". Exemplo: Talvez ele morra. Talvez você faça. Talvez tu venhas. Também pode expressar ação de desejo. Exemplo: espero que vocês reprovem neste ano.
2.2 - Pretérito Perfeito do Subjuntivo- Expressa a ação passada ocorrida no passado em relação a uma que ocorrerá certamente no futuro (futuro do indicativo). Exemplo: Caso eu tenha sido bem-sucedido, reprovarei todos vocês.
2.3 - Pretérito Imperfeito do Subjuntivo - Lembra do mais-que-perfeito do indicativo? Então, é quase igual. Agora referimo-nos a uma ação passada que aconteceu e que depende de uma outra ação que pouco depende de tempo, mas que seja preferencialmente no passado, claro, guardando as incertezas do fato que são atribuídas pela subjunção. Exemplo: Hoje vou me aposentar, como se soubesse que todos vocês já teriam aprendido. Uma dica é que a maioria desses verbos terminam com -esse ou derivados. Exemplos: estivesse, fizesse, formasse, gritasse. Para conjulgar esses verbos, coloque um SE antes do sujeito que pratica a ação, sempre lembrando que o verbo flexiona-se no passado. Exemplo: SE Ele fizesse, SE Tu morresses.
2.4 - Futuro do Subjuntivo - Depende de uma ação futura para poder se estabelecer. Exemplo: Quando ficar de DP, reprovarei você com prazer.
3.0 - INFINITIVO: É o mais babaca dos tempos verbais e qualquer criança, retardada ou não, consegue saber o que é. Simplesmente o verbo puro, sem flexão. Exemplos: Ser, Estar, Fazer, Conseguir, Pôr.
4.0 - PARTICÍPIO: É a flexão especial dos verbos que identifica que um ato foi feito e expressa que o tempo em que foi feito é curto. Identifica-se por ser terminado em -ado, -ido, etcétera e derivados, obtendo, claro, algumas exceções. Sempre vem precedido de um verbo TER/HAVER ou SER/ESTAR, sempre flexionado em algum tempo. Exemplo: Ele está morto. Ele tem morrido várias vezes. Ela está acabada. Atente-se para alguns verbos que têm variação própria e significativa em relação ao particípio, de acordo com os verbos TER/HAVER ou SER/ESTAR na frente deles:
INFINITIVO | TER / HAVER | SER / ESTAR |
PAGAR | PAGADO | PAGO |
PEGAR | PEGADO | PEGO |
TINGIR | TINGIDO | TINTO |
ELEGER | ELEGIDO | ELEITO |
MORRER | MORRIDO | MORTO |
GASTAR | GASTADO | GASTO |
ACEITAR | ACEITADO | ACEITO |
ENTREGAR | ENTREGADO | ENTREGUE |
ISENTAR | ISENTADO | ISENTO |
MATAR | MATADO | MORTO |
SALVAR | SALVADO | SALVO |
SUSPENDER | SUSPENDIDO | SUSPENSO |
GANHAR | GANHADO | GANHO |
Desta forma, JAMAIS venha dizendo "A conta foi pagada" ou "Eu tinha pego o objeto" que senão eu vou furar seus olhos, hein! Eu furo mesmo! Vale lembrar também que o mesmo não acontece com os verbos TRAZER ou CHEGAR, e com outros que não sausam confusão. Eu tinha "chego" não existe, malandro!
5.0 - GERÚNDIO - Oh, o gerúndio! Pouco utilizado na língua portuguesa brasileira até a primeira metade da década de 90. Depois que inventaram o sistema de venda por telefonia, a língua virou um inferno com esse tal de "gerundismo". Meninas, NÃO EXISTE esse negócio de colocar verbo no infinitivo antes de gerúndio! Não dá! É intragável, além de ser muito feio! Vocês acham que estão falando do modo mais certo, mas na verdade estão esculachando a língua! E ainda enchem a boca pra falar, como se fossem as falantes mais corretas. Bah, como eu detesto pegar telemarketing. Enfim, gerúndio é a flexão especial que indica que o verbo está sendo executado naquele exato momento. Seria um presente mais-que-perfeito, SEMPRE precedido de verbos flexionados, NUNCA no infinitivo. Exemplo: Estou fazendo lição. Estou escrevendo no blog. Estou reprovando alunos. Pelo amor do santo criador, não cometa o crime de falar "Vou ESTAR transferindo" ou "Vou ESTAR fazendo". Mas que estar fazendo o que?! Se falar assim, eu vou estar enfiando a mão na tua cara, hein!
E fica por aqui a primeira aula sobre verbos. Não faltem, a próxima aula será bem importante.
Professor Evilásio Custódio.







12 análises:
Olá malditos e Benditos ??
oque é isso uma aula de PORTUGUÊS ou de chingamentos ??
Odiei o jeito como o professor Evilásio enssina !
Obg tchau !
Oii tuudo beem ? eu tenho um trabalho para HOJE e eu queria saber quais são os 3 modos verbais e quando eles são usados ? também queria saber quando casa tempo é utilizado (em casa modo) .
Beiijoos para todos preciso da resposta o mais rapido POSSIVEEL !
Achei bacana a linguagem usada
Pois só assim nós, alunos burros e incompetentes podemos aprender. Porque quando o professor trata o aluno com educação ele fica é tirano sarro da cara dele.
E como ficaria os verbos PRENDER e COMPRAR com os auxiliares ser/estar?
A frase "Ele foi PRENDIDO por um policial", por exemplo, está incorreta do ponto de vista gramatical?
E a frase "O sofá foi COMPRADO por uma senhora de bom nível social"?
Olá, Max!
Achei sua pergunta super-pertinente. O verbo PRENDER admite o particípio irregular. Portanto, dentro deste exemplo que você deu, está incorreto dizer "Ele foi PRENDIDO por um policial". O certo seria "Ele foi PRESO por um policial" ou "Ele tinha PRENDIDO o bandido". Se associar fica mais fácil, troque seus verbos pelo verbo MORRER. "Ele TINHA morrido" ou "Ele ESTAVA morto". "Ele TINHA prendido" ou "Ele ESTAVA preso". Assim você não erra nunca mais.
Quanto ao verbo COMPRAR, só existe uma forma de particípio. Não importa qual verbo estiver na frente, ele sempre será COMPRADO(A). Portanto, o seu exemplo está corretíssimo.
Qualquer outra dúvida, estou à disposição!
Olá, Anônimo!
Ei infelizmente não consegui ver sua pergunta a tempo de fazer o seu trabalho. Mas, para não ficar em branco, vou responder de modo bem objetivo: os três modos verbais são: imperativo, indicativo e subjuntivo.
O INDICATIVO é usado quando deve-se expressar um fato em que a ação do verbo ocorre. É o "verbo ordinário", o mais usado diariamente.
O IMPERATIVO é aquele que a gente usa quando manda. Simples assim. "Pega pra mim" "Faça, coma, chute, limpe, procure". O verbo é flexionado como se alguém tivesse dando alguma ordem.
O SUBJUNTIVO, que na minha opinião é o mais difícil de se compreender, é aquele que a gente usa pra expressar uma ação incerta, duvidosa. É bem difícil porque confunde-se com o imperativo. Geralmente vem um advérbio antes dele, relacionando a idéia de ddúvida. Exemplo: Talvez eles SAIAM daqui hoje. Porém, quando flexionado em outro tempo senão o presente, fica fácil identificá-lo. Exemplo: Atendeu o telefone como se SOUBESSE quem ligara.
Alguém tem outra pergunta?
Olá gente sou Letícia Medina
da novela ''OS mutantes caminhos do coração''
se vocês quiserem comunicartes comigo
o numero é 3277-1542
liguamm emmmmm
derrepente vocês podem paraticipar da novela
o tio tiago
tá querendu !!!
beijokas
O Ariel ia apagar este comentário, mas eu pedi para que ele deixasse. Vemos aqui um escarrancho dos piores escritores do mundo aqui. Vejamos:
"se vocês quiserem comunicartes comigo..."
Eu não sei o que ele(a) tentou fazer aqui. "Comunicartes" é qualquer tempo/pessoa, EXCETO aqueles que existem na norma culta. E em segundo lugar, se a intenção foi usar o verbo em 2ª pessoa, pelo amor do SANTO DEUS!!! Concorde a pessoa com o verbo!! Segunda com segunda, terceira com terceira. "Se vocês quiserem se comunicar" ou "se vocês quiserem comunicar". Saco.
"o numero é 3277-1542
liguamm emmmmm"
Aqui eu não sei o que quiseram dizer. Língua grande? Talvez o nome de um peixe. Sei lá, qualquer coisa, menos o verbo "Ligar" flexionado.
"derrepente vocês podem paraticipar da novela"
De repente você pode saber o mínimo ensinado por qualquer tia do primário: DE REPENTE! SEPARADO!
"o tio tiago
tá querendu !!!"
Eu é que estou querendO que você desapareça! Tio Tiago, afinal de contas, Tiago é nome. E nome começa com MAIÚSCULO, certo? Pra alguém que escreve "de repente" junto, nome com minúsculo é pouca coisa.
"beijokas"
O internetês está perdoado.
Caríssimo professor Evilásio,
a-d-o-r-e-i seu jeito versátil e despojado de ensinar!
Se eu não tivesse tanto juízo e maturidade, seria capaz de me apaixonar por você !
Parabéns !...
Lucia Wenceslau :)
Caro Eviláso, divertido sua maneira de ensinar, mas tem muita coisa errada, tome cuidado com isso, "é" não, de jeito nemnhum é infinitivo (meu deus q vc escreveu isso numa "aula") e conjugar não se escreve "conjulgar". Assim q verbos não são flexionados (e sim conjugados sem "l") bem...continue aí, suas aulas malandras são divertidas, mas não esquece de estudar um pouco vc mesmo cabeça de abobora! abs
Olá, Só Para!
Agradeço suas considerações às minhas aulas. Poucas pessoas conseguem entender as ironias e piadas, me achando um louco.
Quanto às coisas erradas em minhas aulas, peço sinceras desculpas e agradeço que as tenha me indicado. Já inclusive as consertei. Realmente não sei aonde estava minha cabeça ao escrever que verbo "É" é infinitivo.
Quanto à impossibilidade de flexionar o verbo, aí desta vez você se enganou. Existe sim a flexão verbal (assim como a flexão nominal, do substantivo).
Um abraço e até a próxima!
oi
gostaria de lembrá-los que antes de postar suas "aulas" fizessem uma revisão ortográfica...até
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