sexta-feira, 7 de março de 2008

Pronomes e Numeral

Boa noite a todos. Como podem ver, hoje a aula é "dobradinha". Aproveitando essa dobradinha, vou explicar aqui dois elementos gramaticais: Pronomes e Numerais. Vamos lá.

PRONOMES

Essa classe gramatical foi criada pela anta portuguesa pra substituir ou apontar elementos já tomados em uma frase. Pronome é uma palavra sem sentido completo, mas que sem ele a frase nem sempre terá sentido completo. Muito usado também nas redações comuns para evitar a repetição de termos, deixando o texto muito mais enxuto, mais claro e limpo, coeso. Exemplo: A menina caiu. A menina chorou. Para evitar esse tipo de repetição chula, trocaremos o segundo "menina" pelo pronome correspondente "ela". A menina caiu. Ela chorou. Ufa, bem melhor.

Pronomes também podem representar um apontamento ou uma posse. Exemplos: A caneta é minha. Aquela é a sua. Em amarelo está o de apontamento e o em vermelho está o de posse. Acho melhor parar com essa baboseira inteira e colocar a explanação das classificações de cada um pra vocês, desprovidos de cérebro funcional, entenderem melhor.

1.0 - PRONOMES PESSOAIS RETOS: Exercem a função do sujeito da oração. Não sabe o que é sujeito, né? Tenha dó! Sujeito é o cara, aquele quem pratica a ação ou omissão. Aquele que faz o verbo acontecer. É exatamente por causa disso que conjulgamos os verbos usando esses pronomes pessoais retos. Quer um exemplo? Eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas. Pronto, aí estão todos eles. Aaaaahhh, você sabia deles, mas não sabia que eles eram sujeitos, né? Aprenda mais essa, paspalho! Exemplo: Eu vou pegar a bola. Ele é o cara. Tu és uma anta! Esse tipo de pronome, quando não tem a função de dar à frase o sentido completo que ela merece, retoma um termo anteriormente citado para não haver aquele lance de repetição. Nota-se que nem sempre o pronome é explícito, dependendo do contexto. Chamamos esse pronome de Pronome Oculto. Exemplo: Vou lavar a calçada. O verbo "vou" sempre pede a primeira pessoa do singular que é o pronome "Eu". Nesse caso ele não apareceu, mas existe.

2.0 - PRONOMES PESSOAIS OBLÍQUOS: Complementam o verbo. Simples assim. São eles: me, mim, comigo, te, ti, contigo, o/os, a/as, lhe/lhes, se, si, consigo, nos, conosco, vos, convosco. Exemplo: Amo-te, mato-me, eu vou convosco. Na maioria dos casos eles são usados como pronomes reflexivos, ou seja, complementam o verbo de modo que quem pratica a ação é o mesmo que a recebe. Exemplo: Você se bateu (você bateu em você). Eu me vangloriei (eu vangloriei eu [falando erroneamente mesmo pra você entender]). ATENÇÃO: É isso que mais pega!! O erro mais fatal e que merece um tiro é iniciar uma frase ou oração com pronome oblíquo! Quem faz isso merece tomar uma chifrada de touro! Merece ajoelhar no milho quente até virar pipoca. JAMAIS!! NUNCA!!! Dá pra entender?? Pronome pessoal oblíquo JAMAIS inicia oração. O que significa dizer que "Te amo." ou "Lhe trago." ou "Te bato." está TOTALMENTE ERRADO!!! Digno de lixo! Quem puser isso na prova eu rasgo inteira, taco fogo e piso em cima! É tão difícil assim colocar um maldito de um pronome pessoal reto no começo da frase ou oração? É TÃO DIFÍCIL COLOCAR "EU te amo" ou "EU lhe trago" ou "EU te bato"?? Pelo amor de Deus, se for difícil assim, se mata!! Não sei o porquê as pessoas tem essa péssima mania de escrever ou falar errado. Ô ódio! Entende-se frase por todo texto (pequeno ou grande) que possua sentido completo e oração tudo o texto (pequeno ou grande, sentido completo ou não) que tenha UM verbo ou locução verbal. Oração CORRETA: "Como-o". Frase CORRETA: "Eu amo você." ou "Amo-te." Tá claro? Se não tiver, pelo amor de Deus, deixe seu email que eu faço você entender tudo o que precisa pra JAMAIS na vida falar assim de novo!

3.0 - PRONOMES DE TRATAMENTO: São todos aqueles que são usados para pessoas importantes e/ou respeitáveis. Simplesmente isso. Exemplo: Vossa Senhoria, Vossa Mercê, Sua Majestade, Excelentíssimo Presidente, Excelso Sacerdote, Vossa Santidade, etc. Lembrando que quando você fala COM a pessoa, usa-se o VOSSA; ao passo que quando falamos DA pessoa, usa-se o SUA. Abaixo segue uma lista dos principais pronomes de tratamento:
Vossa Excelência' (V. Exª.) Usado para: presidente da República, senadores da República, ministros de Estado, governadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, embaixadores, vereadores, cônsules, chefes das Casas Civis e Militares.
Vossa Magnificência (V. M.) Usado para: reitores de Universidade, pró-reitores e vice-reitores.
Vossa Senhoria (V. Sª.) Usado para: diretores de autarquias federais, estaduais e municipais.
Vossa Excelência (V. Exª) Usado Para: desembargadores de Justiça, procuradores, promotores.
Meritíssimo Juiz (M. Juiz) Usado para: juízes de Direito.
Vossa Excelência (V. Exª.) Usado para: Oficias Generais (Almirantes-de-Esquadra, Generais-de-Exército e Tenentes-Brigadeiros; Vice-Almirantes, Generais-de-Divisão e Majores-Brigadeiros; Contra-Almirantes, Generais-de-Brigada e Brigadeiros).
Vossa Senhoria (V. Sª.) Usado para: Demais patentes e graduações militares.
Vossa Santidade ( V. S.) Usado para: o Papa.
Vossa Eminência (V. Em.ª) Usado para: cardeais.
Vossa Excelência Reverendíssima (V. Ex.ª Revm.ª) Usado para: arcebispos e bispos.
Vossa Reverendíssima (V. Revmª) Usado para: abades, superiores de conventos, monsenhores, outras autoridades eclesiásticas e sacerdotes em geral.
Vossa Majestade Real & Imperial (V. M. R. & I.) Usado para: Monarcas que detenham títulos de imperador e rei ao mesmo tempo.
Vossa Majestade Imperial (V. M. I.) Usado para: Imperadores.
Vossa Majestade (V. M.) Usado para: Reis.
Vossa Alteza Real & Imperial (V. A. R. & I.) Usado para: Príncipes de casas reais e imperiais.
Vossa Alteza Imperial (V. A. I.) Usado para: Príncipes de casas imperiais.
Vossa Alteza Real (V. A. R.) Usado para: Príncipes e infantes de casas reais.
Vossa Alteza Sereníssima (V. A. S.) Usado para: Príncipes monarcas e Arquiduques.
Vossa Alteza (V. A.) Usado para: Duques.
Vossa Excelência (V. Exª.) Usado para: Duques com Grandeza, na Espanha.
Vossa Graça (V. G.) Usado para: Duques e Condes.
Vossa Alteza Ilustríssima (V. A. Ilmª.) Usado para: Nobres mediatizados, como Condes, na Alemanha.
O Mui Honorável (M. Hon) Usado para: Marqueses, na Grã-Bretanha.
O Honorável (Hon.) Usado para: Condes (The Right Hon.), Viscondes, Barões e filhos de Duques, Marqueses e Condes na Grã-Bretanha.
Vossa Senhoria (V. S.ª) Usado para: Pessoas importantes
Ilustrissimo (Ilmo.) Usado para pessoas comuns, no memso sentido de Senhoria
Doutor (Dr.) Usado para: Doutor.
Comendador (Com.) Usado para: Comendador.
Professor (Prof.) Usado para: Professor.
Padre (Pe.) Usado pra padres
(Fonte: WIKIPEDIA)

4.0 - PRONOMES DEMONSTRATIVOS: Como o próprio nome já diz, é a palavra que demonstra, que aponta uma esteja em algum lugar, citado ou não na frase. Exemplo: Aquela TV está ali. Esta perna está quebrada. Ajudando a precariedade da mente de todos vocês, mentecáptos, vou mastigar e deixar aqui os principais pronomes demonstrativos: este, esta, estes, estas, isto, esse, essa, esses, essas, isso, aquele, aquela, aquele, aquelas, aquilo. Agora vem a pergunta que qualquer tapado se faz: qual a diferença entre esses pronomes? Preste atenção: os VERMELHOS referem-se a termos próximos da demonstração na frase. Os AZUIS referem-se a termos medianos da demonstração na frase. E por fim, os ROXOS referem-se a termos longes da demonstração na frase. Falei grego agora, né? Por isso que eu digo que exemplo explica melhor do que o conceito. Vamos lá: Pedro, André e Tiago são amigos. Este é Palmeirense, enquanto esse é Santista e aquele São-paulino. Geralmente usa-se 2 elementos como demonstração. Nesse caso, usaria o ESTE e AQUELE, esquecendo o ESSE. Essa regra não vale só pra construção de frases, como também para a descrição da disposição de elementos a que a frase se refere. Exemplo: imaginemos que exista uma TV perto de mim. Então eu digo "Ligue ESTA televisão". Agora imaginemos que tem uma mesa no meio do caminho. Assim, digo "Tire ESSA mesa do meio". Pra finalizar, imagine que a porta está longe. Aí eu digo "Feche AQUELA porta". Deu pra entender? Se não entenderam, por favor me perguntem! Eu odeio todos vocês, mas eu odeio mais ainda quem não aprendeu. Então perguntem!

5.0 - PRONOMES POSSESSIVOS: Indicam a posse, o que pertence a alguém. Exemplo: Aquele lápis é meu. Aquela caneta é sua. É a mais fácil de se identificar. É aquela palavra bem egoísta, que individualiza, mesmo que essa individualização se dê para um grupo. São eles: meu, minha, teu, tua, seu, sua, dele, dela, nosso, nossa, vosso, vossa, deles, delas. Exemplos: Essa é a nossa tribo. Você é dela. Este é o vosso reino. ATENÇÃO: não confunda JAMAIS o SUA/VOSSA possessivo com o SUA/VOSSA de tratamento. É bem óbvio distingüir um de outro.


6.0 - PRONOMES INDEFINIDOS: São todos aqueles que têm a mesma função de pronomes retos, mas que são vagos ou não especifica a quem eles apontam. Algumas vezes também generalizam um todo. Exemplo: Todos são eleitores. Todos quem? Ah, todos. Ninguém vai passar. Não vai subir ninguém. Certa vez bati em alguém. Eles podem ser dividos em dois grupos: variáveis e invariáveis.
6.1 - Pronomes Indefinidos Variáveis: São aqueles que VARIAM em gênero e número. Exemplos: Todo, toda, algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, certo, certa, muito, muita, outro, outra, pouco, pouca, tanto, tanta, qualquer, qualqueres, quaisquer, quaisqueres, bastante, bastantes.
6.2- Pronomes Indefinidos Invariáveis: São todos aqueles que NÃO VARIAM em gênero ou número. Exemplos: Tudo; algo; nada; alguém; outrem; ninguém; cada; mais; MENOS. Quer me deixar irritado é só falar MENAS perto de mim. Um sujeito que fala isso merece ser explodido.

Aqui acabamos o assunto que tange os Pronomes. Qualquer dúvida é só me contatarem. Agora vamos para o outro assunto.


NUMERAL

Juntamente com os artigos, os numerais também podem acompanhar o substantivo, indicando a ordem ou a quantidade que ele se encontra. Obviamente que um NUMERal está relacionado a um NÚMERO. Na minha opinião, é a classe gramatical mais ridícula para se estudar. São classificados em numeral cardinal, ordinal, multiplicativo e fracionário. Vejamos cada um deles.

1.0 - NUMERAL CARDINAL: São números normais, comuns, escritos preferencialmente por extenso em um texto, geralmente acompanhando um substantivo para exprimir a quantidade em que este se encontra. Exemplo: Eu quero dois pãezinhos. Me vê cinco latas de cerveja. Eu sou o número um.

2.0 - NUMERAL ORDINAL: Como o próprio nome sugere, esse numeral exprime a idéia de ORDEM, classificação. Muito fácil. Exemplo: Primeiro, segundo, terceiro. Eu cheguei em primeiro lugar. Ele é o décimo que me pergunta isso. Vou dizer pela milésima vez!

3.0 - NUMERAL MULTIPLICATIVO: É usado pra quantidades multiplicadas. Dã! Fácil, né? Vezes dois = dobro. Vezes três = triplo. E assim por diante. Exemplo: Minha altura equivale ao quíntuplo da dela. Eu tenho o sêxtuplo de inteligencia do que qualquer um aqui presente. Meu pé é o dobro menor que o seu.

4.0 - NUMERAL FRACIONÁRIO: Estão vendo o porquê que eu disse que é a matéria mais ridícula? É extremamente fácil! O nome dos numerais induzem ao acerto imediato! Essa classificação junta um numeral cardinal com outro ordinal para expressar idéia de fração. Mas fique ligado! Tem numerais fracionários que não terminam com ordinal, e sim com a terminação AVOS. Exemplos: Comi dois quartos daquele chocolate. Seu cérebro é um milésimo menor do que o dele. Um doze avos da casa é azulejada.


Com isso finalizamos as aulas de hoje. Só para reforçar aqui: não é certeza que todas as segundas, quartas e sextas eu estarei aqui com vocês; portanto, espíritos-de-porco, não me esperem. Assinem o RSS para saberem quando teve alguma aula minha, ok? Qualquer dúvida já sabem: respondo por comentário. Dúvidas públicas são melhores porque a sua dúvida pode ser a mesma do colega. Tchau.

Professor Evilásio Custódio.