
PARTE 1 - INTRODUÇÃO
Existem no duplo-etérico, ou seja, entre o corpo físico e o astral, ligando um ao outro, relacionados com órgãos físicos, certis centros de energia aos quais, na ciência dos hindus, se denominam chakras. Literalmente, chakra significa roda ou disco giratório. De fato, esses centros de energia assemelham-se a rodas em movimento. Aparecem aos olhos do clarividente à superfície do duplo-etérico, afastados do corpo denso menos de um centímetro e formando pequenos turbilhões de matéria etérea.
Seu desenvolvimento varia de indivíduo para indivíduo. Quando pouco desenvolvidos, têm um brilho muito fraco e seu movimento é apenas suficiente para lhes denunciar a existência. Caso contrário, resplandecem e palpitam com uma luz viva, como se fossem pequenos sóis, e têm diâmetros que variam de 5 a 15 centímetros. Nos recém-nascidos não passam de minúsculos círculos fracamente luminosos movendo-se lentamente.
Os chakras são como órgãos de ligação entre o físico denso e os demais veículos. Através deles flui a energia própria de cada corpo para a consciência de vigília. Isto fará compreender o que podemos afirmar: o homem pode levar uma existência muito ativa no plano astral, mental, etc, sem que disso tenha menor conhecimento em seu estado de vigília. O motivo é o pouco desenvolvimento de seus chakras, que nada têm a ver com o seu desenvolvimento espiritual, mas cuja consciência deve ser objeto de conquista para a realização dos desígnios da lei de evolução, sintetizada na definição magistral de Kût-Hûmi: "Evolução é a transformação de vida-energia em vida-consciência".
LOCALIZAÇÃO E ASPECTO DOS CHAKRAS
Vejamos, agora, sumariamente a localização e o aspecto de cada um dos sete chakras fundamentais.
O mais baixo está localizado na base da coluna vertebral, sobre o cóccix ou região sacra. É visto como um disco dividido em quatro partes iguais, duas de cor alaranjada e duas de cor vermelho-escuro, alternadamente. Dá-se a este chakra, que em sânscrito se chama mulâdhâra, o nome de chakra raiz.
Em seguida vem o colocado na região do baço, um pouco acima e à esquerda do umbigo. É visto como um disco dividido em seis pétalas, com as seguintes cores: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul e violeta; e do centro brota a cor rósea. Tem o nome de chakra esplênico em visturde de sua localização, na altura do baço, sendo em sânscrito denominado svadisthâna.
O terceiro está colocado sobre o umbigo e por isto é chamado de chakra umbilical ou, sem sânscrito, manipûra. Tem dez pétalas, alternadamente vermelhas e verdes. Sua força é empregada nas manifestações anímicas denominadas impropriamente de "sessões espíritas", daí a dor de que geralmente sofrem os médiuns quando trabalham intensamente.
O quarto está colocado na região correspondente ao coração. Tem doze pétalas, todas de cor amarelo-ouro. Chama-se chakra cardíaco ou anahâta, em sânscrito. Lembramos ser o amarelo-ouro a cor relacionada com a inteligência pura e a alta espiritualidade, que também possui em seu aura estrelas cintilantes dessa mesma cor. Quando as imagens do Cristo aparecem com o coração exteriorizado, pretendeu-se com isto significar que é pelo chakra cardíaco que o homem deve procurar unir-se ao Eterno, isto é, pela bondade do coração, pelo amor que vai até o sacrifício, e que está ali simbolizado.
O quinto chakra, chamado chakra laríngeo, está colocado sobre o pomo-de-Adão, na parte dianteira do pescoço. Tem 16 pétalas, todas de cor azul-elétrico ou do luar refletido na superfície de um lago. Em sânscrito este chakra é denominado vishuda.
O sexto está localizado sobre a fronte, entre dois olhos e um pouco acima. Chama-se chakra frontal, em sânscrito, ãjnâ, e tem 96 pétalas, sendo 48 de um lado, coloridas de violeta (lado esquerdo) e 48 do outro lado, de cor rósea, o que dá a impressão de estar dividido em duas partes somente.
Finalmente, o último, chamado chakra coronal ou sahasrâra, em sânscrito, está colocado em plano horizontal na parte mais alta da cabeça. É dividido em 960 pétalas, todas púrpurea, tendo no centro um botão amarelo de 12 pétalas.
Sendo os chakras centros de força, estão saturados de prâna (sânscrito, princípio vital, alento da vida) de todas as espécies. O prâna brota do centro do chakra, vindo da quarta dimensão (inconcebível para a nossa mente, apta a raciocinar somente em três dimensões), seguindo primeiro em sentido perpendicular a este, para depois irradiar-se paralelamente à superfície do duplo-etérico, em várias direções. O número de direções corresponde ao número de pétalas de cada um dos chakras. As pétalas ou raios, dividindo o chakra em vários segmentos, dão-lhe a aparência de uma flor. Dái serem denominadas, em várias obras indianas, de flores, como por exemplo, "a flor do loto de mil pétalas", nome dado ao chakra coronal.
A corrente primária de energia prânica, fluindo pelo vértice do chakra e se espalhando perpendicularmente ao mesmo, origina correntes secundárias, em sentido perpendicular às primeiras, passando alternativamente sob e sobre as pétalas. Essas correntes secundárias é que dão o sentido de rotação do chakra. Assim, não se deve entender o chakra como um disco material em movimento, mas um espaço onde se concentra grande massa de energia movendo-se em determinado sentido e com vibração própria. Cada uma dessas forças ou correntes secundárias possui um comprimento de onda próprio, existindo milhares de ondas de diferentes comprimentos, segundo os respectivos planos com que se sintonizam.
Todos os chakras acham-se ligados à coluna vertebral, por onde fluem três tipos de energia de capital importância para a vida física, psíquica e espiritual do homem, através de canais chamados nâdi, que dirigem, cada um deles, para as seguintes vértebras: do chakra raiz (na base da espinha) para a 4ª vértebra sacra; do esplênico (altura do baço) para a 1ª lombar; do umbilical para a 8ª torácica; do cardíaco para a 7ª cervical; do laríngeo para a 3ª cervical; do frontal para a 1ª cervical e do coronal para a epífise.
Há exercícios próprios para o desenvolvimento dos chakras. Antes, porém, devem-se conhecer práticas preparatórias, pois prâna, a energia vital que brota desses centros etéreos de força, deve fluir ordenadamente, sob pena de se obterem resultados contraproducentes e até fatais. Aliás, quem não estiver em um verdadeiro colégio iniciático, onde tais práticas são realizadas sob a orientação segura e constituem mero apoio para equilibrar os corpos e ativar potencialidades superiores, com fins altruístas, é melhor que não se aventure nesse campo.
(J.H.S. - A Natureza Secreta do Homem, Editora SBE)







2 análises:
Se Shiryu dos cavaleiros do zoadiaco tivesse essas informações antes ele não teria se cegado para acertar os 7 pontos de um dos guerreiros de poseidon.
Falta de informação =/
HUAhuAHuAhuah!!
Por isso que ele tinha que ter visitado o Castelo de Marfim antes!
Valeu pelo comentário!
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