quarta-feira, 2 de julho de 2008

[Inestória] E o tempo passa...

Olá meus queridos!

Faz um tempinho que não nos falamos (desde o fim do ano!). Pois é, desde quando entrei na CATS minha vida mudou!

No entanto, tenho uma má notícia. Tenho uma boa também, mas como o clássico, vou começar com a má: a garota que era rastreadora da minha mesa morreu. Um rato mordeu o dedo dela quando a casa dela foi invadida por uma população de camundongos de esgoto. 781 ratos invasores, para ser mais exato. É que onde ela morava há 22 anos não baixava fiscalização de saneamento básico, formando assim uma população imensa de ratos, baratas e outras pragas que não conseguiram se suportar no esgoto e tiveram que invadir alguma casa. A dela foi escolhida. E um deles mordeu o dedo da moça. Triste fim.

A boa notícia é que com a morte dela, contrataram uma garota nova para trabalhar comigo. A mais linda que eu já vi na vida. A moça é uma moça direita: tem leves paralisias do lado esquerdo do corpo. Tem os traços finos, pele lisa como a de um damasco, voz suave e fanha, como a de um anjo. Usa pequenos e delicados óculos de 7 graus míopes que combinam com o rabo-de-cavalo que ela sempre usa. O nome dela é Maria José Antônio da Silva. Foi amor à primeira vista.

Juntos nós fazemos uma ótima equipe. Sempre que há um trote pra minha linha, ela ri de tudo o que eu falo. Tem ótimos papos, sabe até a tabela do brasileirão! Tudo bem que ela torce pro Corinthians, por isso a única tabela que ela segue é a da série B. Mas tudo bem, isso faz parte.

Outro dia estava eu na minha mesa. Quando ela vai ao banheiro, sempre empurra a cadeira pra trás, dizendo “vou fazer um pip’s e já volto”. Só que neste dia, era eu quem queria ir ao banheiro. E o pior: era pra fazer o número 2. Como eu ia falar isso pra ela?! “Vou fazer um pop’s e já volto”? Não. “Vou fazer um coc’s” também não rolaria, perderia o encanto. Bem, rezei bastante até que Cyril, nosso Takayama, resolveu me iluminar: “Maria, eu vou ali e já volto.” Mas ela, de modo sutil e sem malícia, perguntou: “Vai fazer o quê?”. Rapidamente, já a alguns passos longe dali, respondi com o clássico: “Vou passar um fax”.

Entrei na cabine e me livrei da aflição. Enquanto eu “deixava a trança cair”, ficava de ouvidos atentos. Talvez vocês, mulheres que estão lendo este texto não saibam, mas todo homem segue uma lei específica, a lei do CH (Código do Homem). O Artigo 172 §2º diz que “Enquanto estiver o homem em seu trono, aliviando-se de suas necessidades fundamentais – cagando ou punhetando – deve lembrar de fazer isso em silêncio, salvo nos casos em que se tratar de banheiro individual”. O banheiro da CATS costuma ficar com a luz desligada. Liga para usar e desliga quando sair. Só que se tiver uma porta de alguma cabine fechada e a luz acesa, com certeza tem alguém usando. Só que alguns espíritos-de-porco, mesmo sabendo disso, entram no banheiro, fazem o que tem que fazer e vão embora, desligando a maldita luz logo em seguida. Não que fazer cocô no escuro seja ruim. O ruim mesmo é ter que limpar sem enxergar nada. Minha sorte é que o meu celular estava comigo. Deixei o display dele aceso e fui feliz.

Sexta-feira eu fui para um barzinho com o pessoal. Na volta, enquanto eu levava a Maria pra casa, fui parado por uma blitz. Fiquei arregaçado de medo, já que meu trauma desde a última blitz ainda não estava sanado. O policial pediu para que eu saísse do carro e colocasse minhas mãos no capô. Me revistou, pegou meus documentos e pediu para eu baforar. Neste momento, passou do outro lado da rua, uma mulher de mini-saia com uma bolsa na mão. Em seguida um motoqueiro parou, saiu de sua moto e começou a dar fortes tapas na cara da moça. Depois começou a fazer coisas pervertidas com ela, tudo isso na frente do policial que estava medindo o meu bafo. “Não vai fazer nada?!” perguntei. Sagaz, ele respondeu: “Eu estou ocupado medindo teu bafo. Prendo você primeiro, depois prendo o outro meliante. E se continuar a falar merda vou te prender por desacato, hein!”. O motoqueiro terminou de estuprar a moça, pegou a bolsa dela, montou na moto e foi embora. Eu, por passar raspando, fui detido por beber um pouco a mais. No dia seguinte saí com um registro na ficha. Vai entender!

E, para finalizar, um trote atendido por mim.

SACANA: Alô, Cleverson!

EU: Sou eu.

SACANA: Cleverson, é o seguinte, seu puto! Estamos com o seu filho!

EU: Vamos parar com os xingamentos, por favor.

SACANA: Eu estou com o seu filho e vô matá ele se você num fizer o que eu to falando.

EU: Eu não entendi o porquê você me chamou de puto.

SACANA: Presta atenção, maluco!

EU: Puto maluco? Sou praticamente um pederasta!

SACANA: Que?

EU: Pederastia, rapaz! Não sabe o que é isso?

SACANA: Não interessa, para de fugir do assunto, porra! Presta atenção no que eu vou dizer.

EU: Pederastia foi o que seu pai praticou pra te fazer.

*Alguém berrando no fundo*: AAaaahh pai! Ele cortou minha orelha fora! Ele cortou!

SACANA: Eu disse que era pra prestar atenção, cacete!

EU: Você cortou o quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: Olha, eu cortei a orelha do seu filho, não a sua.

EU: É mesmo. Mas o que você cortou dele mesmo?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A olhera.

Eu: Ah, errou!

SACANA: Escuta aqui, eu cortei a orelha do seu filho! Não ta preocupado se ele vai te ouvir?

EU: É verdade. Mas acho que mesmo sem orelha dá pra ouvir, né? Pergunta lá pra ele se ele consegue escutar sem orelha.

SACANA: Eu cortei a orelha do seu filho e você não vai fazer nada?

EU: Hum... Faz o seguinte, corta o pinto dele fora. O maior sonho dele é ser eunuco. Realiza isso pra mim, por favor?

SACANA: Ah, saquei! É do esquema! Sujou! *Click! Tu, tu, tu, tu...*

Um beijo a todos vocês! Até breve!

Por: Ariel Salgado Nascimento.

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As Inestórias de Epiriquidiberto - Todas as quartas-feiras de noite, aqui no Castelo de Marfim e na Vida de um Universitário.

2 análises:

Priscila Azevedo disse...

Oi, Ariel. Como vai?
Quer dizer que as Inestórias são de sua autoria? sempre as leio no blog do Rick. Meus parabéns! São de extremo senso de humor, eu as adoro. Quanto as listas de nomes engraçados, seria mais engraçado ainda se fossem reais, né?
Um prazer, Priscila.

Ariel Salgado disse...

Oi Priscila!! Sim, as inestórias são de minha autoria! O Rick me dá uma ajudinha na divulgação. Muito obrigado! Saber que está gostando me incentiva cada vez mais!

Quanto aos nomes... Pasme, eles SÃO reais. Eu mesmo não acredito que existam pais tão infelizes a ponto de colocarem este tipo de nome nos filhos, mas existem. Não posso dar o nome completo por causa daquele esquema de sigilo e tudo (claro que o Delírio não deu pra segurar). Quem pode comprovar isso é o pessoal que trabalhou e trabalha comigo. Mexer em banco de dados de nomes em um banco de financiamento é de fato engraçado, ao mesmo tempo que assustador!

O prazer é todo meu! Aguardo mais visitas suas ao meu blog!