quinta-feira, 31 de julho de 2008

Onde diabos está Matt?



Um dos melhores que eu já vi.
Fraternidade pra você também, Matt!

O salário de um mendigo



Andando pela Avenida Paulista, um homem, bem arrumado até, me pára e me conta a seguinte história:

Oi, boa tarde! Desculpe te incomodar, acredito que você esteja almoçando. Meu nome é Eduardo e estou aqui tentando juntar uma graninha pra poder comer alguma coisa. Eu estou com um grave problema na garganta adquirido em razão do vírus HIV que obtive em uma relação forçada quando estupraram minha mãe e eu. Já consegui 16 centavos. Você teria como me ajudar?


Bem, desculpe a expressão e a aparência de frieza quando falo que o cara estava mais do que desgraçado. Certo, eu não liguei muito para a história cabeluda que ele me contou - afinal de contas, de histórias cabeludas a Avenida Paulista está cheia. É difícil eu ajudar com dinheiro essas pessoas que pedem a minha ajuda. Prefiro aliar-me à lei do carma, aquela que diz que "se o cara é mendigo, é porque é pra ele ser mendigo". Em outras palavras, não é à toa que este homem está passando por dificuldades, independente se a cobrança seja física ou espiritual. Pois bem, respondi um "desculpa cara, estou sem dinheiro hoje". Ele me deu um soquinho amigável no ombro e baixou a cabeça. Fui embora.

Mas dessa vez, dessa vez eu fiquei pensando. Pensei na crueldade. Pensei na intolerância. Pensei no fato de um ser humano nem ouvir a história direito e já falar que não dá pra ajudar. Eu comecei a sentir uma vontade de ajudar aquele moço. Foi indescritível, mas senti. Talvez a troca de energias quando ele encostou no meu ombro. Talvez a compaixão mesmo que desceu naquela hora. Sei lá. Só sei que tive vontade de ajudar.

Dei meia volta e caminhei até aonde encontrei com ele. Eu estava decidido a ajudá-lo. Claro que não com dinheiro, mas sim pagando um almoço pra ele com o meu VR. Cheguei lá, procurei, procurei, procurei mas não o encontrei. Então eu voltei para o escritório e comentei o fato com uma colega. Ela me disse que não precisava se preocupar com isso, porque as pessoas que pedem ajuda, de um modo geral, não querem realmente comer. Elas na verdade querem dinheiro. Se quisessem realmente comer, desfrutaria da lei que permite que um pobre (juridicamente falando) ganhe um prato de comida de qualquer estabelecimento que comercialize este tipo de produto (restaurantes ou lanchonetes). Se ele se sentir mal por pedir comida no restaurante (e por isso opta por pedir dinheiro para os outros pra comer... vai entender!), ele tem as opções do governo de usar aquele restaurante de R$ 1,00. Enfim, passar fome ele não vai. O que realmente acontece é que na maioria das vezes as pessoas estão nessas condições porque simplesmente não querem sair dessas condições. Então inverti a linha de raciocínio criada por mim anteriormente: existe muita gente boa e abalável - principalmente aqui no Brasil - que ajuda essas pessoas que pedem. Por isso fica fácil. Eles não precisam trabalhar, eles não precisam estudar. Apenas vivem de esmolas, e vivem muito bem.

Resolvi então ir mais além. Fiz pesquisas, procurei em jornais e revistas. Fiz uma média entre as pequisas que encontrei e tirei o resultado de que um mendigo ganha em média R$ 450,00 por dia de esmolas. Talvez nem o próprio mendigo saiba que ele ganha mais do que muitos juízes por mês, um montante de R$ 13.500,00 (lembrando que mendigo pede esmolas em sábados, domingos e feriados). Ou seja, estão naquela situação porque querem.

Então, se te pedirem ajuda, analise muito bem a situação e a história que a pessoa vai bolar. E só ajude se você sentir que realmente deve fazer isso.

Fidaputa



O cara ainda aponta com o indicador...

Pearl Jam - Even Flow

video

PEARL JAM - EVEN FLOW

Freezin', rests his head on a pillow made of concrete, again

Oh, feelin', maybe he'll feel a little better set a days, ooh yeah
Oh, hand out, faces that he sees time again ain't that familiar, oh yeah
Oh, dark grin, he can't help, when he's happy looks insane, oh yeah

Even flow, thoughts arrive like butterflies
Oh, he don't know, so he chases them away
Someday yet, he'll begin his life again
Life again, life again...

Kneelin', looking through the paper though he doesn't know to read, ooh yeah
Oh, prayin', now to something that has never showed him anything
Oh, feelin', understands the weather of the winters on its way
Oh, ceilings, few and far between all the legal halls of shame, yeah

Even flow, thoughts arrive like butterflies
Oh, he don't know, so he chases them away
Someday yet, he'll begin his life again
Whispering hands, gently lead him away
Him away, him away...
Yeah!
Woo...ah yeah...fuck it up...

Even flow, thoughts arrive like butterflies
Oh, he don't know, so he chases them away
Someday yet, he'll begin his life again, yeah
Oh, whispering hands, gently lead him away
Him away, him away...
Yeah!
Woo...uh huh...yeah, yeah, fuck'em up again...

Congele, descanse sua cabeça num travesseiro feito de concreto, de novo
Oh, sinta, talvez ele verá melhor um dia desses, ooh yeah
Oh, entregue as faces que ele vê novamente e que não são tão familiares
Oh, sorriso escuro, ele não pode ajudar, quando ele está feliz parece
insano, oh yeah

Fluxo constante, pensamentos chegam como borboletas
Ele não sabe, então eles o perseguem para longe
Algum dia ainda, ele começará sua vida novamente
Vida novamente, vida novamente

Ajoelhe, olhe para o papel e percebe que não sabe ler
Reze, para alguma coisa que nunca lhe mostrou nada
Sinta, entenda o tempo do inverno do seu jeito
Tetos, poucos e remotos entre todos os salões ilegais da vergonha

Fluxo constante, pensamentos chegam como borboletas
Ele não sabe, então eles o perseguem de longe
Algum dia ainda, ele começará sua vida novamente
Mãos sussurrando o conduzem suavemente para longe...
Longe... Longe... Foda-se tudo isso

Fluxo Constante, pensamentos chegam como borboletas.
Ele não sabe, então eles o perseguem de longe
Algum dia ainda, ele começará sua vida novamente.
Mãos sussurrando o conduzem suavemente para longe...


"A carretando" problemas!


Dependendo do ponto de vista, você consegue encontrar até 900 erros por hora aí nessa placa.
Foto tirada na janela de um dos ônibus da linha 5119 - Terminal Capelinha <-> Lgo. São Francisco.

Inteligências grafadas


Hora de refletir e filosofar! Canetão na mão, só falta papel. Pra quê, né? Vai na parte de trás do banco do busão logo!

[Inestória] Sofrendo e Ardendo

Olá, meus queridos! Como vão?

Bem, como vocês sabem, infelizmente perdi minha Carteira Nacional de habilitação por ser surpreendido por um filho duma burra de um policial que me parou para fazer o tal teste do bafômetro. Perdi minha CNH por comer bananas flambadas em demasia. Fazer o quê, né?

Enfim, já que perdi minha licença para dirigir, tenho que ir trabalhar de ônibus agora. Gosto de ler os adesivos que encontro colados no vidro: “Respeitar o idoso é respeitar a si mesmo” ou “Proibido fumar”. Mas a plaquinha que mais gosto é “Proibido o uso de aparelhos sonoros” de uma lei que foi feita em 1968. Será que em 1968 os legisladores já previam o aparecimento de certas pragas que entram nos ônibus para infernizar a nossa vida? Não sei, só sei que detesto gente burra e que fazem de tudo pra nos ferrar. Resumindo, detesto calhordas e velhas.

Estava eu socado naquela lata de sardinhas às 6 da manhã, cheirando a sovaqueira de todas aquelas pessoas que se esfregavam e suavam no mesmo calor humano que nos envolvia naquele sofrimento. Quando a coisa ta feia, vai uma dica: jamais pense na seguinte frase “Pode piorar?” (ou similares). Um trovão e uma baita chuva começou a cair lá fora. Bem, chuva pode não significar nada, mas acredite: pessoas que têm mais opções de ônibus esquecem esse fato e se socam mais ainda no primeiro ônibus que aparece. Fora as janelas fechadas, o sufoco ainda maior e aquelas pessoas que tem as pregas soltas, liberando aquele cheiro mortal pelo reto (o famoso pum). Como eu disse antes, jamais pense “Pode piorar”, principalmente pela segunda vez. Não bastasse o inferno que eu me encontrava, um rapaz de cabeça estranha, cabelo mais ainda e vestido com uma camiseta do Corinthians, sacou um Motorola V3 do bolso e ligou. Simples assim. Começou a ouvir umas músicas que, pessoalmente, detesto! O funk moía enquanto o safado balançava a cabeça de um lado pro outro. Depois de umas 4 músicas de letra pornográfica e que incita a violência, o rapaz mudou para o rap. Pronto, era só o que faltava: viajar no ônibus daquele jeito ouvindo um desgramento reclamando da vida e levantando dados sobre negros no Brasil. Não quero saber que 40% “dos nêgo” que nascem nessa cidade são presos sem justificativa. Naquela hora eu não queria saber de porra nenhuma, só de chegar logo no meu trabalho para sair daquele sufoco infernal. Quando o repertório de rap acabou, um forró rala-coxa começou com uma histérica gritando “CALYPSO!!” a cada 5 segundos. Foi o “ó”! Não agüentei e disse:

-- Aí, safado!! Desliga essa porra que eu não sou obrigado a ouvir essa merda!!

-- Ta falanu comigo, sangue-bom?

-- Não, tô falando com o único tapado, orelhudo e sem noção desse ônibus, seu maldito!

-- Eu?

-- Desliga essa porra, seu merda!!

Não sei, eu estava muito nervoso, como puderam perceber. O rapaz olhou pra mim e gritou:

-- Aí maluco, vou te dar uma bifa!

-- Vem aqui! Se você conseguir, né? Desliga essa porra antes que todo mundo aqui quebre essa sua cara!

Nesse momento a galera começou a se agitar. Sentindo que estavam do meu lado, eu me senti mais forte. Foi aí que o cobrador entrou no meio:

-- Desliga essa porra, vagabundo! Tinha que ser corintiano! Desliga essa merda, não sou obrigado a ouvir essa bosta!

Na hora, o rapaz desligou e desceu no próximo ponto. Safado.

Cheguei no trabalho e fui muito bem recebido pelo pessoal. Ufa, pelo menos, quando a gente sai daquele inferno do ônibus, descobrimos que nada é pior. Mas isso até que foi bom: cheguei inspirado pra ferrar com os filhos da mãe que passam trote de seqüestro.

Na hora do almoço, saí com a Maria José para dar uma olhada nos filmes que vendem na rua do prédio da CATS. Me interessei por um que estava lá: “Batman: o Cavaleiro das Trevas”. Perguntei para o vendedor:

-- Mas esse filme não está no cinema?

-- Tá sim, doutor. Mas sabe, né? Aqui a gente só trata com novidade!

-- E a qualidade tá boa?

-- Tá sim senhor! Parece até que está assistindo no cinema!

-- E você teria algum outro filme bom aí?

-- Olha, filme bom eu tenho todos, mas interessante ao doutor eu tenho alguns que a senhorita aí não gostaria de ver.

-- E você pode me mostrar?

-- Claro! Ô Dente!! Traz lá o filme pro homem! Filme de homem!

Eu fiquei ali parado esperando o tal “Dente” trazer o filme. De repente chegou aquele cara, aquele mesmo que de manhã eu queria socar a cara por estar ouvindo aquelas merdas, aquele corintiano safado. Ele trouxe um DVD. Olhou pra mim, tomou um susto e disse:

-- Você não é o viado que queria me socar hoje no ônibus?

-- Não. – respondi, com sagacidade.

-- É você mesmo, mano! Você é o viado que tava incomodado com minhas músicas!

-- Não. Era eu mesmo quem queria te socar, mas o único viado aqui é você. – respondi pro malandro.

-- IIIIIIIHHHHHH ÉEEEEEEEHHHHHH!!! – gritou o vendedor, agitando a confusão.

-- Só não te pego de pau, maluco, porque você vai comprar essa merda desse filme de homem.

O cara deu o DVD pro vendedor que sorriu e disse:

-- Esse Dente não tem jeito mesmo. Liga não, não bate nem numa pulga. Posso colocar?

-- Pode! – respondi.

-- Mas a senhorita que está com o senhor não vai se incomodar? – perguntou.

-- Não, está tudo bem – respondeu a Maria – eu vi meu pai fazendo meu irmão... com a vizinha... então não tem problema!

O vendedor ligou o DVD, colocou o disco e a imagem começou, com letras garrafais: “ESTE FILME É DIRIGIDO APENAS AO PÚBLICO MASCULINO”. E começou o filme. E que filmaço!! Filme de macho mesmo! Um filme que passava a seleção brasileira de 1970 ganhando a copa do mundo. Todos os lances. Todas as jogadas. As melhores que já vi na minha vida.

-- E não tem perigo eu levar esses DVDs não?

-- Problema nenhum, doutor.

-- Mas eles são falsos!

-- São não senhor. Eles são legítimos! Legitimamente feitos na minha casa! Não tem erro!

De repente um grito soou ao longe: “OLHA O RAPA AÍ MANO!!! CORRE NEGADA!!!”

Em menos de 3 segundos o vendedor recolheu a mercadoria, pediu-me desculpas e saiu correndo, juntando-se à multidão de camelôs que também corriam dos PMs que invadiam as ruas. A boa notícia é que o cara esqueceu o filme comigo.

Cheguei no trabalho inspirado mais do que nunca. Foi então que minha linha tocou! Ah, finalmente um trote pra eu sacanear! Ei-lo:

SACANA: Ambrósio?

EU: Ele.

SACANA: Ambrósio, é o seguinte! Tamo co teu filho aqui maluco!

EU: Meu filho? Oh, meu Deus! Meu filho está maluco??

SACANA: Não, eu tô com ele aqui!

EU: Ah, entendi. E aí?

SACANA: Eu quero dinheiro, mano! Dinheiro!

EU: Eu também quero.

SACANA: Não brinca comigo, sangue-bom!

ALGUÉM NO FUNDO: AAAAHHHH PAI!! ELE TA APONTANDO A ARMA PRA MIM!!

SACANA: Eu não tô brincando! A casa vai cair pro seu lado, hein! Eu sei onde você mora!

EU: Então fala! Fala aonde eu moro!

SACANA: ...

EU: Viu! Se você quiser matar meu filho, mate, porra! Mas depois agüenta as conseqüênciasssss, viu? Viado! Bicha!

SACANA: Você tá achando que isso é brincadeira, né? Que é trote, né?

EU: Tô nada! Se fosse trote você não saberia o nome do meu filho! Você sabe, né?

SACANA: Vitor Alves!

EU: Olha, você está afiado, hein viado!

SACANA: Vou matar esse condenado!

EU: Ah, você disse que sabe meu endereço. Mata meu filho, mas não vem aqui atrás de mim, hein!

SACANA: Por que? Acha que vou deixar você em paz??

EU: Não. Porque eu sei onde você mora.

SACANA: ...

EU: Rua dos Clementes, altura do número 560, próximo a uma loja Renner.

SACANA: Você...

EU: Eu não, “os homi”. Cinco, quatro, três, dois, um... Tchauzinho!!

Um barulho arrombou a porta. A polícia federal acabava de invadir o local de onde estavam passando o trote. Foram presos 3 homens que haviam resgatado as informações da vítima no Orkut. O pai, Ambrósio, só havia percebido que se tratava de um trote quando ligou de um celular para o filho e garantiu que ele estava bem e seguro em seu trabalho.

Bom, por hoje é só. Eu fico por aqui. Um grande beijo a todos vocês e até a próxima!

Por: Ariel Salgado Nascimento.

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As Inestórias de Epiriquidiberto - Todas as quartas-feiras de noite, aqui no Castelo de Marfim e na Vida de um Universitário.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Os DEZ nomes mais ingratos

Trabalhando há mais de 1 ano com nomes de pessoas, resolvi montar uma listinha daqueles peculiares que me chamaram a atenção.

Sim, existem, são excêntricos e de algumas pessoas que já até passaram desta para melhor.

10 – Etevaldo A. Ribeiro

09 – Ana L. Arco e Flexa

08 – Maria S. de O. Poça d’Água

07 – Maria R. Arroz e Feijão de Souza

06 – Cornélio Manso da F. de S.

05 – Gilberto P. Grosso

04 – Klaus Trofoby de A. Machado

03 – Bruno Aki Doy B.

02 – Cataflan de A. S.

01 – Delírio Jacinto Pinto (esse não deu nem pra abreviar!!)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

[Inestória] E o tempo passa...

Olá meus queridos!

Faz um tempinho que não nos falamos (desde o fim do ano!). Pois é, desde quando entrei na CATS minha vida mudou!

No entanto, tenho uma má notícia. Tenho uma boa também, mas como o clássico, vou começar com a má: a garota que era rastreadora da minha mesa morreu. Um rato mordeu o dedo dela quando a casa dela foi invadida por uma população de camundongos de esgoto. 781 ratos invasores, para ser mais exato. É que onde ela morava há 22 anos não baixava fiscalização de saneamento básico, formando assim uma população imensa de ratos, baratas e outras pragas que não conseguiram se suportar no esgoto e tiveram que invadir alguma casa. A dela foi escolhida. E um deles mordeu o dedo da moça. Triste fim.

A boa notícia é que com a morte dela, contrataram uma garota nova para trabalhar comigo. A mais linda que eu já vi na vida. A moça é uma moça direita: tem leves paralisias do lado esquerdo do corpo. Tem os traços finos, pele lisa como a de um damasco, voz suave e fanha, como a de um anjo. Usa pequenos e delicados óculos de 7 graus míopes que combinam com o rabo-de-cavalo que ela sempre usa. O nome dela é Maria José Antônio da Silva. Foi amor à primeira vista.

Juntos nós fazemos uma ótima equipe. Sempre que há um trote pra minha linha, ela ri de tudo o que eu falo. Tem ótimos papos, sabe até a tabela do brasileirão! Tudo bem que ela torce pro Corinthians, por isso a única tabela que ela segue é a da série B. Mas tudo bem, isso faz parte.

Outro dia estava eu na minha mesa. Quando ela vai ao banheiro, sempre empurra a cadeira pra trás, dizendo “vou fazer um pip’s e já volto”. Só que neste dia, era eu quem queria ir ao banheiro. E o pior: era pra fazer o número 2. Como eu ia falar isso pra ela?! “Vou fazer um pop’s e já volto”? Não. “Vou fazer um coc’s” também não rolaria, perderia o encanto. Bem, rezei bastante até que Cyril, nosso Takayama, resolveu me iluminar: “Maria, eu vou ali e já volto.” Mas ela, de modo sutil e sem malícia, perguntou: “Vai fazer o quê?”. Rapidamente, já a alguns passos longe dali, respondi com o clássico: “Vou passar um fax”.

Entrei na cabine e me livrei da aflição. Enquanto eu “deixava a trança cair”, ficava de ouvidos atentos. Talvez vocês, mulheres que estão lendo este texto não saibam, mas todo homem segue uma lei específica, a lei do CH (Código do Homem). O Artigo 172 §2º diz que “Enquanto estiver o homem em seu trono, aliviando-se de suas necessidades fundamentais – cagando ou punhetando – deve lembrar de fazer isso em silêncio, salvo nos casos em que se tratar de banheiro individual”. O banheiro da CATS costuma ficar com a luz desligada. Liga para usar e desliga quando sair. Só que se tiver uma porta de alguma cabine fechada e a luz acesa, com certeza tem alguém usando. Só que alguns espíritos-de-porco, mesmo sabendo disso, entram no banheiro, fazem o que tem que fazer e vão embora, desligando a maldita luz logo em seguida. Não que fazer cocô no escuro seja ruim. O ruim mesmo é ter que limpar sem enxergar nada. Minha sorte é que o meu celular estava comigo. Deixei o display dele aceso e fui feliz.

Sexta-feira eu fui para um barzinho com o pessoal. Na volta, enquanto eu levava a Maria pra casa, fui parado por uma blitz. Fiquei arregaçado de medo, já que meu trauma desde a última blitz ainda não estava sanado. O policial pediu para que eu saísse do carro e colocasse minhas mãos no capô. Me revistou, pegou meus documentos e pediu para eu baforar. Neste momento, passou do outro lado da rua, uma mulher de mini-saia com uma bolsa na mão. Em seguida um motoqueiro parou, saiu de sua moto e começou a dar fortes tapas na cara da moça. Depois começou a fazer coisas pervertidas com ela, tudo isso na frente do policial que estava medindo o meu bafo. “Não vai fazer nada?!” perguntei. Sagaz, ele respondeu: “Eu estou ocupado medindo teu bafo. Prendo você primeiro, depois prendo o outro meliante. E se continuar a falar merda vou te prender por desacato, hein!”. O motoqueiro terminou de estuprar a moça, pegou a bolsa dela, montou na moto e foi embora. Eu, por passar raspando, fui detido por beber um pouco a mais. No dia seguinte saí com um registro na ficha. Vai entender!

E, para finalizar, um trote atendido por mim.

SACANA: Alô, Cleverson!

EU: Sou eu.

SACANA: Cleverson, é o seguinte, seu puto! Estamos com o seu filho!

EU: Vamos parar com os xingamentos, por favor.

SACANA: Eu estou com o seu filho e vô matá ele se você num fizer o que eu to falando.

EU: Eu não entendi o porquê você me chamou de puto.

SACANA: Presta atenção, maluco!

EU: Puto maluco? Sou praticamente um pederasta!

SACANA: Que?

EU: Pederastia, rapaz! Não sabe o que é isso?

SACANA: Não interessa, para de fugir do assunto, porra! Presta atenção no que eu vou dizer.

EU: Pederastia foi o que seu pai praticou pra te fazer.

*Alguém berrando no fundo*: AAaaahh pai! Ele cortou minha orelha fora! Ele cortou!

SACANA: Eu disse que era pra prestar atenção, cacete!

EU: Você cortou o quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

EU: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: Olha, eu cortei a orelha do seu filho, não a sua.

EU: É mesmo. Mas o que você cortou dele mesmo?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A orelha.

Eu: O quê?

SACANA: A olhera.

Eu: Ah, errou!

SACANA: Escuta aqui, eu cortei a orelha do seu filho! Não ta preocupado se ele vai te ouvir?

EU: É verdade. Mas acho que mesmo sem orelha dá pra ouvir, né? Pergunta lá pra ele se ele consegue escutar sem orelha.

SACANA: Eu cortei a orelha do seu filho e você não vai fazer nada?

EU: Hum... Faz o seguinte, corta o pinto dele fora. O maior sonho dele é ser eunuco. Realiza isso pra mim, por favor?

SACANA: Ah, saquei! É do esquema! Sujou! *Click! Tu, tu, tu, tu...*

Um beijo a todos vocês! Até breve!

Por: Ariel Salgado Nascimento.

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