domingo, 31 de agosto de 2008

Red Hot Chilli Peppers - Hump de Bump



RED HOT CHILLI PEPPERS - HUMP DE BUMP

Fourty detectives this week
Fourty detectives strong
Takin' a stroll down Love Street
Strollin' is that so wrong
Can I get my co-dependant

Hump the bump doop bodu
Bump the hump doop bop
Hump the bump doop bodu

Oh no

Bump the hump doop bodu
Hump the bump doop bop
Bump the hump doop bodu

Bump bump

Must have been a hundred miles
Any of a hundred styles
It's not about the smile you wear
But the way we make out

When I was an all aloner
Nothin' but a two-beach comber
Anybody seen the sky?
I'm wide awake now

Workin' the beat as we speak
Working the belle du monde
Believe in the havoc we wreak
Believin', is that so wrong
Can I get my co-dependent

Hump the bump doop bodu
Bump the hump doop bop
Hump the bump doop bodu

Bump the hump doop bodu
Hump the bump doop bop
Bump the hump doop bodu

Bump bump

Come on

Must have been a hundred miles
Any of a hundred styles
It's not about the smile you wear
But the way we make out

When I was an all aloner
Nothin' but a two-beach comber
Anybody seen the sky?
I'm wide awake now

Hump the bump doop bodu
Bump the hump doop bop
Hump the bump doop bodu

Oh no

Bump the hump doop bodu
Hump the bump doop bop
Bump the hump doop bodu

Bump bump

Listen to me what I said
Try to get it through your head
A little bit of circumstance
A chance to make out

Livin' in a citadel
It's hard enough to be yourself
Waiting for the bell to toll
And I am wide awake now

Must have been a hundred miles
Any of a hundred styles
It's not about the smile you wear
But the way we make out

When I was an all aloner
Nothin' but a two-beach comber
Anybody seen the sky?
I'm wide awake now

Quarenta detetives nesta semana
Quarenta detetives fortes
Dando uma volta na Rua do Amor
Apenas dar uma volta. Está tão errado assim?
Posso chamar meu advogado?

Curva a batida, doop bodu
Bate na curva, doop bop
Curva a batida, doop bodu

Oh não...

Bate na curva, doop bop
Curva a batida, doop bodu
Bate na curva, doop bop

Bate bate

Devem ter sido cem milhas
Alguns dos cem estilos
Isso não diz respeito do sorriso que você desgasta
Mas sim do jeito que conseguimos improvisar

Quando eu era um solteirão
Nada, mas duas praias do combo
Viu alguém no céu?
Eu estou acordadíssimo agora

Trabalhando a batida como nós falamos
Trabalhando no que há de belo no mundo
Acredite na corrente que formamos
Acredite, isso está tão errado assim?
Posso chamar meu advogado?

Curva a batida, doop bodu
Bate na curva, doop bop
Curva a batida, doop bodu

Bate na curva, doop bop
Curva a batida, doop bodu
Bate na curva, doop bop

Bate bate

Vamos lá

Devem ter sido cem milhas
Alguns dos cem estilos
Isso não diz respeito do sorriso que você desgasta
Mas sim do jeito que conseguimos improvisar

Quando eu era um solteirão
Nada, mas duas praias do combo
Viu alguém no céu?
Eu estou acordadíssimo agora

Curva a batida, doop bodu
Bate na curva, doop bop
Curva a batida, doop bodu

Oh não

Bate na curva, doop bop
Curva a batida, doop bodu
Bate na curva, doop bop

Bate bate

Escute o que eu digo
Tente enfiar isso na tua cabeça
Um pouquinho de circunstância
Uma possibilidade de improvisar

Viver em uma cidadezinha
Se torna muito difícil ser você mesmo
Esperando o sino anunciar
E eu estou acordadíssimo agora

Devem ter sido cem milhas
Alguns dos cem estilos
Isso não diz respeito do sorriso que você desgasta
Mas sim do jeito que conseguimos improvisar

Quando eu era um solteirão
Nada, mas duas praias do combo
Viu alguém no céu?
Eu estou acordadíssimo agora!


Vivo(emos) no Mundo

Realmente o mundo é impressionante
Por mais que as pessoas tenham uma visão individual
Ele continua muito interessante

O que faz com que ele seja tão peculiar?
Com certeza é essa diferença
Essa mania que todos têm de querer mudar
Tudo. Mudar o mundo, mudar as pessoas
Mudar a si mesmo.

Isso é bom. Isso é mau.
Construtivo, destrutivo, não importa
O que importa é que o mundo, definitivamente, é algo imprevisível
Não há mesmice, apenas surpresas.

E aprendemos a viver nele.
Aprendemos a sobreviver nele.
E a nossa vida passa. Vivemos na guerra. Vivemos na paz.
Anos incríveis. Anos inesquecíveis. Anos que gostaríamos de esquecer.

Viver não é fácil. Mas também não é difícil.
Isso é que torna o mundo tão interessante, tão impressionante.
Cada um fazendo sua escolha. Cada um fazendo seu destino.

E se não faz sentido, discorde comigo, não há nada demais
Serão águas passadas, escolha uma estrada e não olhe pra trás.

Eu faço tipo

Sou uma e faço o maior tipo de que sou outra. Às vezes mais e às vezes menos.
Fato é que quem me conhece de verdade nem consegue imaginar o tipo que eu faço e, ao contrário, quem me conhece fazendo tipo, nunca sonharia o que há por trás.
Sou ingênua e tola, mas faço o maior tipo de espertalhona. É difícil, mas eu faço.
Sou barraqueira e briguenta, mas faço tipo de elegante e comedida.
Sou água minera pura e sem gelo, mas faço um baita tipo de vinho tinto carérrimo.
Adoro crianças e bebês, mas tenho feito tipo de quem é adulta e gosta dos seus semelhantes...
Sou preguiçosa e lenta, mas faço tipo de rápida e ligeira.
Sou tênis e camiseta, mas faço tipo de salto alto e brincão.
Sou TV Fama, mas faço tipo de Jornal Nacional.
Sou falante e prolixa, mas faço um tipão de resguardada e discreta.
Sou religiosa e mística, mas faço o tipo de cientista racional.
Sou sofá com pipoca e M&M, mas faço tipo de maratonista laranjada.
Sou mau-humorada e chata, mas faço tipo de alegrinha e divertida. Ou seria o contrário?
Sou consumista e gastona, mas faço tipo de desapegada. Ou sou mesmo é desapegada é fiquei pobre fazendo tipo?
Sou séria ou faço tipo de séria? Sou tímida ou é puro tipo?
As vezes confundo o tipo com a verdade. O que finjo e o que sou se misturam, e não sei mais o que é casca e o que é essência. Onde foi parar a verdade? Quem foi que trouxe aqui esse tipo?
É quando eu vejo que não há verdade, nem tipo nem mesmo fingimento – ou quase não. O que há, na verdade, é o plural. Existe uma pequena multidão dentro de mim.

Lu Vargas.

As Leis da Natureza


"O estudo da natureza demonstra que existe uma ordem natural, regida por leis, que o homem vai descobrindo pelo exame e comparação dos fatos. Esta ordem natural realiza-se pela harmonia, que é a relação adequada entre as partes e o todo. Por isto chama-se à natureza, em seu seu conjunto, de Uni-verso, ou seja, a realização do uno no vário.

Lancemos vista sobre as principais leis da natureza:

LEI DO MOVIMENTO:
O movimento é o modo de manifestação universal. A vida é movimento, a inércia é a morte. Tudo, em última análise, são vibrações, porque este movimento alterna com momentos de repouso. O movimento contínuo não existe. Assim, o dia e a noite, o sono e a vigília, a vida e a morte, a inspiração e a expiração, a sístole e a diástole, enfim, são grandes vibrações da natureza, análogas em tudo às do som, da luz, da eletricidade, etc.

LEI DO AMOR:
O amor, que é a atração de dois ou mais seres para se unificarem, é a lei de harmonia e, portanto, de criação e conservação da vida. O amor supõe a renúncia de si mesmo em benefício dos demais, e para manifestar-se requer a consciência de que todos os seres irmãos saídos da mesma Origem.
Amor é -- como dizer? -- reconhecimento da unidade do Todo. Nos astros, se manifesta em forma de força centrípeda. Todos os planetas se subordinam à unidade de seu sistema planetário. Nos minerais e substâncias químicas, se manifesta como afinidade; nos animais, como instinto, atração sexual; no homem, como carinho, simpatia e, em graus mais elevados, como verdadeiro amor espiritual, na forma de idealismo ou de sacrifício.
A existência da repulsão, da destruição e do ódio não implica na inexistência do amor, como veremos ao falar da lei dos contrários, mas sim, confirmam-na e a justificam. Tenham-se em consideração que o Universo se manifesta por meio de forças criadoras, conservadoras e destruidoras, naquilo que se refere à ordem física. O próprio Sol cria uma planta, conserva-a erguida um certo tempo e acaba por secá-la com os mesmos raios que lhe deram vida.

LEI DA EVOLUÇÃO:
Tudo o que existe leva em si imanente a tendência e a força para converter-se em algo superior. Filosoficamente, esta lei é hma consequência da lei do amor, que atrai todos os seres para a unidade de sua Origem. A evolução emprega como instrumento o mecanismo misterioso da vida e da morte. A inteligência e a vontade evoluem em formas materiais (corpos) que por sua vez também evoluem; mas, quando a forma deu o seu máximo de rendimento a favor da evolução espiritual, ela então se destrói (morre), passando o espírito (que é mentalidade e finalidade) a formas de categoria mais elevada.

LEI DOS CICLOS:
Tudo o que existe evolui por ciclos, representados por uma trajetória (movimento) no tempo e no espaço, no fim da qual os seres, ainda que em forma semelhante à do começo, avançaram um grau em sua evolução. As enfermidades têm seu ciclo, que termina com a saúde ou com a morte. As sementes germinam, nascem, formam uma planta que por sua vez formam outras sementes que contêm em seu potencial as novas experiências vitais da planta; o dia e a noite formam um ciclo terrestre que renasce noutro dia; o ano é outro ciclo que, começando na primavera, traz as madurezas do verão, as tristezas do outono e o sonho do inverno, renascendo em nova primavera; o ciclo da vida humana, começando na doce primavera da infância e continuando no épico período da idade adulta e no lírico da velhice, termina na morte (começo do ciclo puramente espiritual), para o reinício de novas manifestações.

LEI DA FINALIDADE:
A evolução tem um sentido finalista, isto é, a consecução de um objetivo de índole transcendente e metafísica. Efetivamente, a evolução tende a conseguir estados de consciência mais elevados, afinando e aperfeiçoando a matéria e a inteligência. A negação da finalidade na criação equivale a afirmar que, na natureza, com todas as suas dores e alegrias, tudo se move, gira e vive por mero capricho e sem outro motivo do que passar o tempo que a cada qual lhe cabe no mundo, o que é uma afirmação absurda até para o menos exigente dos filósofos.

LEI DA HIERARQUIA:
Todo ser ou coisa está subordinado a tudo aquilo que lhe é superior em grau evolutivo e tem poder sobre tudo aquilo que lhe é inferior na escala da evolução. Com efeito, o espírito rege a matéria; a inteligência, o corpo; o cérebro, os membros; os animais mais inteligentes vencem os menos inteligentes, o homem vence todos os animais e se sobrepõe a seus semelhantes menos dotados de faculdades, etc. Existe, pois, uma hierarquia evolutiva de ordem natural que garante o triunfo do melhor e do mais perfeito, e portanto, do progresso biológico.
No plano puramente humano da biologia social, falta-se frequentemente a esta lei, acontecendo que nas sociedades humanas não rege o superior na escala evolutiva (o mais sábio, o mais são), mas o que tem mais influência ou força. Isto traz a desarmonia da coletividade e degrada os homens verdadeiramente dignos.
Os homens são iguais em essência, não tanto em potência e desiguais em presença.

LEI DA HARMONIA:
A existência de todos os seres exige uma adequada relação entre as partes e o todo, que se manifesta pelo máximo de liberdade e rendimento na função de cada parte, juntamente com o máximo de ajuda mútua em favor do todo. Vemos que ninguém nem nada isolado tem valor por si mesmo, mas sim por suas relações com as demais partes. Tudo, segundo esta lei, coopera ordenadamente com o plano natural, cumprindo o papel correspondente a seu grau evolutivo. O egoísmo desmedido e o sacrifício extremado não podem conduzir a bons resultados; o segundo, porque destrói o indivíduo, o primeiro, porque destrói a coletividade.
Aplique-se esta lei ao corpo humano e ver-se-á que o segredo da saúde ou harmonia se estriba na justa cooperação de cada órgão no conjunto e na justeza de sua própria função. Aplique-se à vida social e ver-se-á como é impossível a vida normal e mesmo a existência de uma nação quando os indivíduos trabalham exclusivamente para o próprio bem e não pelo do conjunto.
As pessoas que conhecem as leis de harmonia na música compreenderão facilmente que não são outras senão as que regem a harmonia universal. A harmonia na partitura se fulcra na ordem, proporção, combinação e medida, segundo o tempo e ritmo das partes (notas) no todo. Se uma orquestra é capaz de efetuar um concerto, é pela ordem, proporção, combinação e medida, segundo a lei de tempo e compasso, da atuação de cada instrumento no conjunto, rigidamente subordinados à batuta do regente. Esta batuta diretora nos dá o exemplo da necessidade de um princípio de ordem superior que seja capaz de abarcar as leis do conjunto.

LEI DA ADAPTAÇÃO:
Todos os seres adaptam sua vida ao meio que os rodeia, para defender-se contra ele e aproveitá-lo em seu benefício. A pele exposta ao sol escurece não só para defender-se contra as radiações luminosas, mas também para aproveitá-las em benefício de sua saúde e vigor. As plantas muito expostas ficam mais verdes com o mesmo objetivo. O ferro exposto à interpérie cobre-se de uma camada de óxido, que o protege mais contra a ação da atmosfera. O micróbio dentro do organismo muda de forma, cobre-se de uma cápsula, segrega anti-fermentos... para defender-se da falta de substâncias nutritivas e contra as defesas orgânicas do corpo que o sustém. O indivíduo que vive em sociedade adapta-se às convenções para não ser eliminado e para realizar seus fins particulares.
A lei da adaptação acha-se condicionada pelos contrários e pelos ciclos, porque todos os seres vivos evoluem pela ação alternada de agentes contrários (trabalho/repouso, firo/calor, sono/vigília, vida/morte) ciclicamente, como vimos.

LEI DA SELEÇÃO:
Na luta que, para adaptar-se ao meio, mantêm os seres, prevalecem os mais sãos, mais fortes, mais inteligentes e melhores, garantindo deste modo o progresso evolutivo da natureza. Os estudos de Darwin e Lamark são os melhores testemunhos desta lei.
As próprias epidemias, varrendo toda a escória humana em determinadas ocasiões e deixando persistir os organismos mais vem defendidos, cumprem, às vezes tristemente, a lei de seleção. Pessoas que parecem vigorosas e positivamente cultas e virtuosas são arrastadas por esta lei, porque a natureza não se importa com as idéias e os espíritos (posto que estes não morrem), mas sim com os organismos físicos dentro dos quais se há de desenvolver a cultura e manifestar-se a verdade. Por isto, a seleção se faz com os corpos, pois em corpos sãos e vigorosos sempre pode operar-se a evolução e seleção da mente e do espírito, enquanto em corpos degenerados não podem encontrar-se mais do que dificuldades para a plena manifestação de elevados estados de consciência. A seleção física é, pois, em última análise, a arantia da seleção ética e intelectual.
Isto não quer dizer que não se possa dar uma alma grande num corpo miserável ou degenerado, pois não se deve esquecer que nos desígnios da natureza entra a dor como importante fator de sensibilização do espírito e de evolução da consciência. E, às vezes, como revelador do gênio. Mas esses atalhos pelos quais às vezes atua a seleção não tiram autenticidade à lei.

LEI DA HERANÇA:
Todos os seres adquirem ou herdam os caracteres físicos e psíquicos de seus progenitores. Esta lei se cumpre mediante determinadas sub-leis: aquelas que,referentes aos animais e plantas, foram genialmente descobertas por Mendel. Graças à Lei da Herança, o que foi adquirido pela Lei da Adaptação e depurado pela Lei da Seleção, mantém-se e se eleva através da vida.
Os caracteres psíquicos (paixões, instintos, pensamentos, capacidades emotivas) herdam-se também segundo leis concretas menos conhecidas. Todos temos o exemplo da continuação, em nossos filhos, de certas tendências psicológicas nossas.
O que é bom herda-se para o progresso das espécies, mas não é menos certo que também se recebe de herança o que é mau, conduzindo à degenerescência dos seres. Pensem, pois, bem os que hão de dar descendência ao mundo.

LEI DA ANALOGIA:
O que é no mundo físico e tangível, também é como o que existe no mundo metafísico e invisível; e o que se realiza no grande, realiza-se também no pequeno, para que se efetue o fato do um no vário. Isto quer dizer que em todos os aspectos da vida, regem as mesmas leis naturais. Assim, os sistemas planetários são de análoga constituição dos átomos químicos. A mesma lei de ramificação rege o curso dos rios na terra e a corrente sanguínea e nervosa no corpo e os ramos das árvores e os sistemas de numeração na matemática. Analogamente, existem sete sons, sete cores... e todas as vibrações das energias cósmicas se desdobram em grupos setenários.
A transcedência do estudo e da aplicação desta lei é de uma ordem muito elevada. Por ela descobriu a ciência matemática de Adams e de Leverrier a existência do planeta Netuno, antes de ter sido visto pelo telescópio. Por ela descobriu a ciência química uma série de álcoois, hidrocarbonatos e outros corpos orgânicos seriados, antes de sua descoberta tangível. Por ela revelou Mendelejev, com sua famosa tábia das analogias químicas, fundamentais atos da evolução material. Por ela também têm sido solucionados muitos problemas biológicos, à vista dos processos maravilhosamente semelhantes do desenvolvimento embriogênico dos indivíduos (ontogenia) e das espécies (filogenia), na escala magna da evolução.
Ainda nas criações industriais do homem, vê-se a fatalidade com que atua esta lei. Temos por exemplo a máquina fotográfica, que é uma reprodução do olho dos vertebrados; o piano e a harpa são o fiel retrato do órgão de COrtil do ouvido interno; qualquer máquina a vapor ou gasolina está de acordo com o mesmo plano construtivo dos organismos naturais. Nada tem inventado o homem cujo mecanismo não preexista em algum ser da natureza.

LEI DOS CONTRÁRIOS
Para que todo ser ou coisa seja perceptível, torna-se necessário um contraste, uma diferença ou uma variação. Se não houvesse luz, não haveria sombras, se nao houvesse verdade, não existiria mentira, se não houvesse o vício, não existiria a virtude. A eletricidade manifesta-se como positiva e negativa, deixando de existir atualizada quando ambas se neutralizam, permanecendo, então, em estado potencial. Toda vibração (e o movimento vibratório, como já vimos, é o único meio de manifestação) é fruto das forças centrífuga e centrípeda. Desde que uma cesse, o movimento se anula. O trabalho e repouso, a noite e o dia, o sono e a vigília, a vida e a morte são agentes contrários que não podem existir separados. Formam pares de opostos, como os sexos, que se neutralizam em sua origem comum. E assim, por exemplo, suprimamos hipoteticamente o Sol do sistema planetário e terá desaparecido a luz, e com ela, a sombra e o dia, mas com ele, a noite; e a vida, mas com ela a morte... Ao desaparecer a vida, terá desaparecido a saúde, mas também sua contrária, a doença. Ao neutralizar o sexo masculino com o feminino tornam os dois suas energias na forma original de ambos: a infânca inocente e neutra do filho.
Poderiam apresentar-se infinitos exemplos, mas concluamos que a percepção de qualquer coisa exige a existência de seu contrário, que a compleya e constitui com ela uma unidade. É a Lei dos Opostos Complementares, que nos dá o claro-escuro da vida, digna de ser meditada pelos que crêem que da vida pode ser suprimido o mal sem que no mesmo instante deixemos de ser o que é o bem.

LEI DE CAUSA E EFEITO
Todo ato ou fenômeno tem uma causa produtora, como po sua vez também produz um efeito, o qual não é senão a causa produzida noutra forma. Como podemos imaginar que exista algo sem que haja uma causa de sua existência? A enfermidade existe oirque há causas construtoras; o Universo, porque há uma Causa criadora... A casualidade não existe, nem o destino cego tampouco.
Esta lei é a mesma da Ação e Reação. Todo ser, ao atuar como agente causal, produz uma modificação no meio universal que o rodeia, que é um efeito representado por uma reação no meio, proporcionada e condicionada à ação primitiva, e cuja finalidade é restabelecer o equilíbrio ou harmonia, alterado pela ação. A Física, no mundo da mecânica, estuda esta lei no chamado postulado de Newton, que diz: a reação é igual e contrária à ação. O mesmo vemos em biologia, como, por exemplo, a aplicação da água fria no organismo produz uma reação contrária (de calor) destinada a restabelecer o equilíbrio, que é sempre a finalidade desta lei. A ação do Sol produz uma reação de suor e pigmentação regulada pela Lei de Adaptação.
No plano intelectual e moral, esta lei se cumpre com a mesma maravilhosa exatidão. O que se chama sorte ou desgraça não é mais do que a reação do mundo à ação do próprio indivíduo (por isso que a ninguém devemos culpar de nossas desditas). Esta equitativa Lei de Ação e Reação ou de Causa e Efeito é a justiça da natreza. Aquele que coloca a mão em ácido sulfúrico queima os tecidos orgânicos em proporção ao tempo em que manteve dentro e sofre um mal de uma qualidade que corresponde, nem mais nem menos, à sua ignorância. Deste efeito, não pode culpar o ácido, mas sim a si mesmo e deve concluir uma lição e uma experiência para o futuro. Tudo isto, em sua diáfana simplicidade, é de uma justeza admirável. Os objetos das ações voltam-se sempre sobre o sujeito que as realiza. As causas originam efeitos, e esses efeitos são causas de outros, forjando-se, assim, o fio do Destino. A Lei de Causa e Efeito é fatal, matemática, mas não tira aos seres o livre arbítrio, pois fica reservado à sua vontade o fazer ou não fazer uma coisa ou outra. O que não se pode evitar é o efeito, uma vez cometido o ato.

LEI DA NECESSIDADE (ou da utilidade)
Todo ser ou ato responde a uma necessidade ou utilidade dentro do plano universal da Evolução. A natureza não cria nada de inútil. É econômica e justa em suas manifestações, ainda que pródiga em suas potencialidades, e faz desaparecer o já inservível ou inútil. Lembre-se o princípio biológico de que todo órgão que não funciona se atrofia. Vemos, com efeito, que tudo aquilo que não serve mais para nada é destruído, é incorporado à circulação da matéria elementar (os cadáveres se decompõem, o cordão umbilical se atrofia, seca e cai, uma vez cumprida sua missão, etc.).

LEI DA DESIGUALDADE
O movimento tem por única origem uma desigualdade (ou excitação). A igualdade é estável. Se não houvesse uma desigualdade de tensão elétrica entre duas fontes unidas por um condutor, não se estabeleceria a corrente; se não houvesse uma diferença química entre os alimentos e o corpo, não haveria digestão, nem nutrição, nem fenômenos derivados, isto é, não haveria vida por não haver excitação; se não houvesse divergência de idéias, não haveria movimento intelectual nem progresso, etc. É, pois, a desigualdade a origem do movimento e, portanto, da vida. O movimento tende a anular a desigualdade, conduzindo o sistema ao ponto de repouso ou momento estável, do qual sairá uma nova variação. Basta uma variação de temperatura num lugar determinado para que seja seguida de uma variação de pressão e de correntes de ar. É suficiente que varie levemente a concentração salina do soro do sangue para que se estabeleçam correntes aquosas endosmóticos ou exosmóticas, segundo a variação, através dos vasos, para restabelecer o equilíbrio químico de sua dissolução. Poderiam multiplicar-se os exemplos até ao infinito. E como a desigualdade ou excitação está na atividade dos seres animais e vegetais e nas alterações químicas dos minerais, como também nas combinações químicas dos minerais, como também nas combinações de forças magnéticas e elétricas, vitais, radiantes... de uns e de outros facilmente se compreende que, quanto maior dor a iniciativa e vontade original de cada ser, mais estpa em suas mãos ser dono e senhor das mudanças que originam as desigualdades excitatórias da vida e que, por conseguinte, como já dissemos, o meio ambiente será, em sua maior parte, o criado pela atividade dos seres de mais iniciativa e vontade intrínsecas."

Aqui terminamos a súmula das Leis da Natureza formulada pelo Dr. Eduardo Alfonso, em sua notável obra "Curso de Medicina Natural en Cuarenta Lecciones" (Editora Kier, 6ª edição, 1960). Estamos certos de que, meditando sobre elas, terá o leitor elementos para uso pessoal na vida diária.


(J.H.S. - A Natureza Secreta do Homem - 3ª Edição, 2002 - São Lourenço/MG, Editora SBE)

sábado, 30 de agosto de 2008

[Inestória] O dia que o pau comeu solto

Olá, meus queridos! Como vão??

Essa semana eu precisei de ir até a Avenida Paulista recolher uma documentação em um banco lá. Coisas do serviço, sabem como é. Estava um dia comum, o sol brilhava atrás de algumas nuvens e as pessoas berravam em mais uma passeata costumeira. Estávamos eu, o Ricardo e o Jenival. Chegamos ao banco e estava aquela fila quilométrica, cheia de gente suando, velhas, mulheres de cabelo ruim e chapinhado, homens gordos e com a camisa suja de tinta, office-boys, enfim! Povo bonito. Você tinha que ver. Povo bonito.

Como o nosso serviço ali não era ordinário, nem pegamos a fila. Fomos direto para o caixa pedir a autorização para entrar na administração. Acontece que antes mesmo de sermos atendidos, uma velha começou o murmurinho:

-- Onde você tá pensando que vai?
-- Eu vou... -- ia dizendo, antes de ser interrompido pelo resto da fila em fúria.
-- Lá pra trás, espertão! -- gritou um homem.
-- Não na minha frente! -- foi a vez de uma empregadinha outra senhora.
-- Cê tá loco, véi?! -- gritou o motoboy.

Eu e meus colegas tivemos a pequena sensação de que seríamos linchados ali mesmo pelo povo em erupção. Foi então que chegou o gerente para acalmar a situação.

-- O que está acontecendo aqui?!
-- Nós somos da CATs! -- disse o Ricardo, prontamente.
-- Ah, por favor, me acompanhem! -- disse o gerente, nos levando para longe do ódio faminto e insaciável da multidão da fila que deveria estar ali por pelo menos umas 2 ou 3 horas.

Depois que fomos atendidos numa boa, pegamos o que nos pertencia e fomos almoçar. Enquanto almoçávamos, jogamos guerra de dedos, apostando um castigo para quem perdesse. E adivinhem: eu perdi. Tudo bem, o castigo que eles me deram foi chegar naquela montueira de italianos que se concentravam na frente do consulado e dizer umas frases que eu não sabia o significado. Idéia do Jenival. Vamos lá, tenho que cumprir, afinal de contas, segundo o artigo 2º do Código do Homem, "qualquer aposta ou promessa deverá necessariamente ser cumprida, com a pena de dúvidas sobre a masculinidade caso ocorra o contrário".

Cheguei ali no meio da multidão italiana e gritei, para que todos pudessem ouvir:

-- Tutti gaio! (É tudo bandibicha!)
-- Andiamo battere in loro!! (Vamos pegar esse cara de pau!) -- disse um deles.
-- TUTTI GAIOOOO, PORRA!!! (É tudo queima-rosca, porra!)
-- Andiamo bettere in loro!! Bambino de puta! (Vamo catá esse desgraçado de pau! Filho da puta!)

Quando eu dei por mim, estava correndo desesperadamente daquela multidão nervosa de italianos super machões e famintos por umas bofetadas na minha cara. E eu corria, balançando os braços e gritando "Tutti gaioooo!!". Foi quando de repente a multidão começou a fechar as saídas da avenida, vindo de todos os lugares. É, os italianos são mais espertos do que eu imaginei: enquanto uma parte corria atrás de mim, a outra pegou um metrô até a próxima estação pra vir de encontro e me encurralar. É, me ferrei bonito. Consegui contar 34 mãos diferentes me batendo nos 198 primeiros socos que levei no rosto. Depois disso perdi a noção do que era a vida.

Vejo o lado positivo disso: peguei 1 mês de folga pela licença que o médico. Cheguei à conclusão de que o Ricardo e o Jenival, vendo que eu estava começando a ficar cansado, resolveram dar um jeitinho pra que eu tirasse umas férias. Isso é que é amizade!

No mesmo dia, felizmente, tive alta. Estava andando de muleta, com uma perna engessada, uma tala no dedo indicador direito, outra no mindinho esquerdo, outra no mindinho direito, duas no dedão esquerdo e uma no dedo do meio direito. Meu braço esquerdo estava deslocado e o direito quebrado. Mas peguei um mês de folga.

À tardinha, fui à lojinha de conveniências comprar algumas coisas pra comer, com a extrema dificuldade proporcionada pela muleta. Chegando lá, solicitei à única atendente que tinha lá, uma moça gorda, de cabelos louros e crespos e grandes, maquiagem forte e pele branca como de uma lagartixa, que me pegasse algumas coisas enquanto eu esperava. Foi quando uma outra mulher, de cabelo curto e crespo, baixinha, feição de invocada, bigode e sotaque bem puxado, chegou com uns pacotes na mão, jogou na cara da atendente e disse:

-- Fica com essa merda! Não preciso de presentinhos seus, vaca!!

E saiu. A moça que estava me atendendo me disse com calma e simpatia:

-- Moço, pode me dar um minutinho? Vou ali matar e já volto.

E saiu. Nesse momento eu gelei. Um grito no meio da rua e vários sons de socos, tapas, chutes, mordidas, puxões de cabelo e tudo mais começaram a soar lá na rua. E eu ali, com uma dificuldade imensa de me mexer. Infelizmente não vi a cena, porque quando eu cheguei a polícia já estava no meio, tentando fazer a atendente da lojinha parar de socar o ex-nariz da outra vagabunda. Dois minutos conversando com os policiais antes de voltar e dizer:

-- Desculpe, moço! Vamos lá, vou pegar suas coisas.

Cheguei em casa um pouco transtornado, confesso. Era a primeira vez que vi tanto desejo por rolo de cabeças na minha vida. As pessoas pareciam mais que estavam em algum deserto sufocante e que o sangue alheio era uma grande garrafa de água infinita e gelada. Isso me fez entrar em uma pequena crise existencial durante alguns segundos.

Com aquela depressão toda, precisei assistir a algum filme para me acalmar. Foi então que eu liguei no único canal de filmes que funciona na minha tv à gato cabo. Para um dia de pura violência, nada poderia me fazer piorar. Estava nos créditos do filme que acabara de passar. Maravilha, vamos assistir um novo filme desde o começo. E qual era? "O Clube da Luta".

Hoje estou um pouco melhor. A overdose de violência já passou. Espero que definitivamente, porque naquele dia eu me senti extremamente perturbado, com vontade de sair como um louco e socar a cara de todo mundo, igual fazem aqueles filhinhos de papai que vão pra balada só pra bater e arrumar confusão. Agora sei o que se passa na mente desses Pit-boys delinquentes juvenis. Eu estava muito querendo quebrar a cara do primeiro imbecil que aparecesse na minha frente, mesmo com o corpo todo quebrado do jeito que eu tava. Faço isso depois.

Pra finalizar, o último trote que atendi antes de pegar a licença:

EU: Alô.
SACANA: Aí, palhaço! Tô com tua filha aqui hein!
EU: Hum. Tá, vamos negociar. O que você quer?
SACANA: Eu quero grana! Um milhão pra começar.
EU: Um milhão?! Cara, pelo amor de Deus! Eu não tenho essa grana toda!
SACANA: Eu não quero nem saber! Vende seu carro, sua casa, pega os esquema do banco! Não quero nem saber, passa a grana, rapá!
EU: Mas tudo o que eu tenho é a minha filha!! Não tenho mais nada!
*grito de mulher no fundo* (confesso que os gritos estavam tão intensos e desesperados que até pensei se tratar de um trote real mesmo)
SACANA: Se ela é a única coisa que você tem, é melhor passar logo o dinheiro maluco! Tamo aqui com ela!
EU: Pelo amor de Deus! Não faça nada com ela!
SACANA: É melhor fazer tudo o que a gente tá falanu pra ninguém se machucar!
EU: A gente? Num tá só você aí?
SACANA: Eu, porra! Pára de graça, vai mano! Para de graça! Se tu quiser sua filha virgem ainda, é melhor fazer o que tamo falando, porra!
EU: Tamo? Num era só você? E bem... acho que minha filha vocês não devolvem virgem nem se quisessem. Afinal de contas, ela tem 3 filhos já.
SACANA: ...
EU: Você não está com os meus netos não, né?
SACANA: Eu não, mas eles daqui a pouco tão aqui, maluco! Vai, anota aí!
EU: Anotar o quê?
SACANA: O que você tem que fazer, porra! Pra me dar o dinheiro.
EU: Mas e meus netos?
SACANA: Já fomos pegar, caralho!
EU: Mas eles moram na Alemanha!
SACANA: ... puta que pariu, eu acho que é do esquema!
EU: Esquema? Que esquema?
SACANA: Você é dos homi!!!
EU: Dim-dim!! Certa resposta! Lombardi, o que ele vai ganhar?
SACANA: Fudeu! Corre, corre que os homi tão chegando!!

A operação não foi completamente bem-sucedida. Os policiais conseguiram prender 3 dos bandidos que participavam, mas o que estava falando ao telefone conseguiu escapar. Infelizmente.

Um grande beijo a todos vocês!!

Por: Ariel Salgado Nascimento.

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As Inestórias de Epiriquidiberto - De vez enquando, aqui no Castelo de Marfim e na Vida de um Universitário.

O Uso dos Acentos

Olá, alunos. Hoje vou falar sobre algo que preocupa mais do que a metade da população brasileira que se incomoda em escrever bem. Tudo bem que essa metade dá pra contar nos dedos das mãos do presidente, mas, de qualquer forma, vamos lá.

Afinal de contas, qual é a regra para o uso dos acentos? Bem, pra você saber como, quando e onde usar, primeiro você tem que saber o que eles são. Concorda??

Acento, de um modo geral, é um sinal na qual indica que a letra de uma certa palavra é tônica e se o som é grave ou agudo. Tem uma exceção, que veremos mais a frente. Espera-se de qualquer indivíduo, com o mínimo de inteligência, que saiba que existem 3 tipos de acento na Língua Portuguesa, certo? Mas eu juro que mato esganado quem disser "Ah, eu sei, eu sei! É o Agudo, Circunflexo e o Til!". Quem disser que o til é acento vai levar um tiro. Eu juro que dou!! Til, cacete, não é acento!! Til é um sinal gráfico da língua portuguesa. Pros mais desprovidos de inteligência que não entenderam nada do que eu disse aqui, é só se lembrarem da regra de ouro da acentuação: NENHUMA PALAVRA É ACENTUADA POR MAIS DE UMA VEZ. Então, se Til fosse acento, a palavra "órfão" seria uma aberração.
Completanto a explicação: os três acentos que existem são: Agudo, Circunflexo e Grave. Para explicar melhor, você precisa saber de alguns conceitos básicos:

Ditongo: Basicamente, Ditongo é o encontro de duas vogais em uma sílaba. Para a regra da acentuação, só importará o ditongo no final da frase. Ah, e esqueça por enquanto daquele negócio de "Ditongo crescente oral", porque não interessa se ele cresce ou não na hora de acentuar, ok? Exemplo: Pelúcia = pe-lú-cia.

Hiato: É a separação do encontro de vogais em uma palavra por suas sílabas. Exemplo: Sde = Sa-ú-de.

Sílaba Tônica: É a sílaba que você pronuncia com maior ênfase na separação. Pode ou não ser acentuada, mas sempre que for acentuada será tônica. Exemplo: Animal = a-ni-mal. Árvore = ár-vo-re. Quer saber identificar a sílaba tônica? Chame-a! Coloque a exclamação "oh" na frente! "Oh Animaaaaaaaal!" "Oh Plaaaaaaanta!". Assim você já vai saber que em "animal" a sílaba tônica é "ma" e em "planta" é "pla".

Agora que você já sabe estes conceitos (pelo menos é isso que eu espero, porque se não sabe ainda, leia de novo, jumento!), vamos ao conceito dos três tipos de acento:

ACENTO AGUDO:
É usado em toda sílaba tônica acentuada cuja letra tem o som afinado, agudo. Se o som sair com a boca mais aberta do que fechada, este som é agudo. Mas lembre-se: não significa que só porque ele é agudo ele leva acento. Não coloque a carroça na frente dos bois, cabeção! Vou dizer qual a regra dos acentos. Por enquanto contente-se em saber o que é um acento agudo. É simbolizado pela grafia "´", usado em cima da letra indicada como tônica. Exemplos: Árvore, Ananás, Nó, Pé. Pode ser utilizada em qualquer das cinco vogais.

ACENTO CIRCUNFLEXO:
É usado em toda sílaba tônica acentuada cuja letra tem o som grave, denso. Ao contrário do acento supra citado, se o som sair com a boca mais fechada do que aberta, é grave. Mas a regra é a mesma: não é só porque é grave que ele vai levar acento. É simbolizado pela grafia "^". Exemplo: avô, matinê, cântico. Pode ser utilizada apenas nas vogais A, E e O.

ACENTO GRAVE:
Não é utilizado mais na gramatica brasileira para distinguir os sons. Era a exceção que eu tinha falado anteriormente. Mas como a abolição dele não deixaria alguns espíritos-de-porco morrerem em paz, eles resolveram dar a pior utilização imaginável, só pra ferrar com a vida de qualquer bom falante/escritor. O acento grave é usado hoje, única e exclusivamente, para indicar a crase. Crase significa junção, fusão. E a regra pra se utilizar este acento é tão complexa que precisaremos de uma aula só pra ela. Enquanto isso, vamos seguir com as regras da acentuação comum.


REGRAS GERAIS DA ACENTUAÇÃO


Muito bem. Agora que os cabeções já sabem o que é um acento, vamos à explicação de quando e como usamos.

Monossílabos Tônicos: Monossílabos tônicos são aquelas palavras que são indivisíveis em sílabas, de no máximo 3 letras (raramente 4). Para esta classificação, acentuamos APENAS as terminadas em A(s), E(s), O(s) ou Ditongo Aberto (acento agudo). Exemplos: Pá, pés, pó, léu, céu (não, não estou com vontade de ser diferente dos outros exemplos que são dados em qualquer livro de gramática). Entendeu o conceito? Então, seu bichinho lazarento e desgraçado, quando for escrever na porta do banheiro a linda e nada baixa frase "Vai tomar no...", lembre-se: CU NÃO TEM ACENTO, PORRA!! Entendeu? Não tem! Monossílabos terminados em I(s) e U(s) jamais levam acentos!!! JAMAIS! E tenho dito.

Oxítonas: São palavras cujas sílabas tônicas se encontram em última posição. Exemplo: BraSIL, AZUL, Guara. Neste caso, são acentuadas apenas as palavras terminadas com as letras A(s), E(s)(m)(ns), O(s) ou Hiato. Exemplo: Guaraná, Mané, Cafés, Também, Parabéns, Cocô, Baú.

Paroxítonas: São aquelas cujas sílabas tônicas encontram-se na penúltima posição da palavra. Exemplo: caDEIra, POSte, LÍNgua. Particularmente, é o meu favorito. Lembrando do que eu vou te falar aqui, jamais esquecerá! Bem, treine e decore a seguinte frase: "Linux Rão 1. Ps: Ditongo. Ô Ô!" Não faz o menor sentido, mas é ótima para decorar a regra. Vamos desmembrar: L - I(s) - N - U(s) - X - R - ÃO(s)(ões)(ães) - UM(ns) - PS - Ditongo - OO. Decore que fica fácil! Vai na fé, se ficar com frescurinha de falar que "Ah, a regra do Rouxinol é bem mais fácil" vai acabar errando. Preste atenção, mula! O tal "Rouxinol" é falho - e muito. Decorou as letras acima? Pois bem, é acentuada toda palavra paroxítona terminada com esses caras aí. Exemplo: fáciL, biquínI, lápIs, hífeN, vírUs, tóraX, revólveR, órfÃO, álbuM, álbuNS, fórcePS, bícePS, secretárIO, tédIO, dÔO.

Proparoxítonas: São aquelas cujas sílabas tônicas encontram-se na antepenúltima posição da palavra. Exemplo: árvore, hipotamo, astrofo. Sem segredo, para esse grupo de palavras, TODAS são acentuadas, sem exceção. Exemplo: paroxítona, apóstolo, másculo, músculo, úlcera, helicóptero, filósofo, América.

Por diferenciação: Esse tipo de acentuação não segue nenhuma regra. Simples assim. Você apenas acentuará para diferenciar com outras palavras de outras categorias/sentidos/gêneros que poderiam confundir o contexto. Exemplo: para (preposição) / ra (verbo), que ("quero que se dane!") / quê ("pra quê fazer isso?").

Por diferenciação singular-plural: Com exceção dos verbos crer/dar/ler/ver, os plurais de alguns verbos levam o acento circunflexo para indicar que está flexionado no plural. Exemplo: ele tem/eles têm, ela vem/elas vêm. Com os verbos supra citados como exceção, dobramos o E para indicar o plural, acentuando SEMPRE o primeiro. Exemplo: ele crê/eles crêem, que ele dê/que eles dêem, ela lê/elas lêem, ele vê/elas vêem.

Muito bem, depois desta explicação, não quero ver ninguém falando "Rúbrica" e nem acentuando Cu, hein! Se Rubrica não tem acento, então não é proparoxítona. Logo, se fala "Rubríca" (sem acento, animal! Foi só pra demonstrar).

Qualquer dúvida, é só mandar uma análise que será respondida o quanto antes.

Tchau, falantes da língua!! Na próxima aula, o uso do acento grave indicador da crase.

Professor Evilásio Custódio.

domingo, 10 de agosto de 2008

Turma da Mônica Jovem

Muito bem. Estive andando pela Internet para verificar algumas novidades e temas polêmicos. Foi então que descobri que existe por aí um lançamento da Panini Comics com o título de "A Turma da Mônica Joven". Achei interessante e procurei saber mais do assunto.

Maurício de Souza, juntamente com sua equipe, resolveu fazer "o tempo passar". E como todos sabem, o tempo traz mudanças. Infelizmente os personagens da turminha, com esse "passar do tempo", não poderiam ficar iguais. Pecado? Crime? Não, apenas mudanças.

Como a própria edição zero diz, todos mudaram em alguns aspectos, apesar de manterem certos hábitos costumeiros. A intenção de Maurício de Souza é tratar temas polêmicos na adolescência, como sexo e drogas, com a sutilidade da turminha politicamente correta. Alguns dizem se tratar de Malhação em quadrinhos. Particularmente não vejo desse jeito.

Confiram os scans da Edição Zero, retirados de algum site:






Se você acha que a Mônica não ser mais gorducha, o Cascão tomar banho, a Magali comer "com certo controle" e o Cebolinha (ou Cebola) não trocar "R" por "L" é o mesmo que destruir a sua infância, põe o dedo aqui que já vai fechar.
Agora se você acha que é uma idéia legal, diferente e inovadora, e que dará sua crítica final depois de ler um volume da série, parabéns! Você faz parte dos críticos inteligentes que só darão sua opinião mais-do-que-própria depois de experimentar e verificar do que realmente se trata. Eu não vejo a hora de comprar o primeiro volume.

Eles cresceram... Eles mudaram...
(Vai dizer que não foi assim com você também!)

sábado, 9 de agosto de 2008

Chirrin-Chirrion do Diabo

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Para algumas pessoas refletirem que coisas materiais não são tudo na vida. E pra refletir que Chapolim também é o melhor herói de todos os tempos.