domingo, 31 de maio de 2009

Até quando?


De dia abaixamos a cabeça, pois nós precisamos desta grana
Que aumenta a fome de amor e ódio que dividimos na cama
(Marcelo Nova)


Semana passada aconteceu uma coisa com um amigo meu que me deixou um pouco revoltado. Talvez por eu ser muito próximo a ele. Talvez por já ter passado por uma situação parecida. Talvez ainda por estudar direito e ter tido a mesma desilusão desse mundinho podre e corrupto que gira em torno do exercício da profissão de um advogado. Claro, não estou generalizando. Só não acho muito ético e/ou correto que as pessoas responsáveis por estudar, manejar, enfim, lidar com a lei de um modo geral, façam o contrário. O que eu aprendi nesses anos todos estudando Direito é que a Lei existe para que um território (ou Estado) caminhe de forma lógica, diminuindo as possibilidades de caos. Em outras palavras, a Lei existe para que a sociedade, de um modo geral, interaja com harmonia. E quem melhor do que nós, profissionais do Direito, para fazer a "máquina" funcionar?

Pois é, infelizmente não é isso que acontece na prática. Sim, eu sei, TODAS as profissões são diferentes quando se tenta jogar o teórico no prático. Mas eu acho que Direito possui aí uma peculiaridade. Estamos falando de LEIS! As mesmas leis que irão interferir na ordem do estado, as mesmas leis que te impedirão de matar alguém quando você sentir essa vontade, as mesmas leis que, baseadas nos princípios da moral e dos bons costumes, deveriam transformar o mundo em um lugar bom. Tá, mera ilusão.

Todos, de uma certa forma, conhecem a lei. Sabem que obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento é ilícito e tipificado, portanto, haverá sanção. Da mesma forma que sabem que oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício também é ato ilícito e tipificado. Mas me causa estranheza que os maiores praticantes destes dois crimes citados (Estelionato (art. 171 CP) e Corrupção Ativa (art. 333 CP)) são justamente aqueles que lidam com a matéria jurídica diariamente. Sim, são os profissionais do direito.

Este meu amigo, estudante de Direito, está iniciando sua carreira jurídica agora, assim como eu. Foi estagiário por 3 meses. Mas ele era bom no que fazia. Tão bom que foi efetivado, com apenas 3 meses de trabalho. Mal sabia ele que a efetivação lhe traria muita dor de cabeça.

A pressão foi intensa durante mais 4 meses. Não, não pressão de trabalho não. Pressão para que ele cometesse, além dos dois crimes citados acima, o crime de falsidade ideológica. Ele não quis ceder. Eu faria o mesmo, afinal, era o meu que estava na reta. Até que no final deste mês deram-lhe um ultimato: "ou entra no esquema, ou não servirá mais pra gente". Revoltante, né? Quer dizer que todos os esforços, toda a luta, determinação, perdas de aulas, dedicação ao trabalho foram em vão. Simples assim. Você se mostra eficiente, não perde nenhum prazo, se desdobra pra fazer de tudo um pouco. Mas se você não consegue fazer uma coisinha (no caso dele, suja, na qual eu mesmo me recusaria a fazer), rua. Rua. Rua porque não quis colocar seu pescoço em jogo. Rua por não querer dar a sua cabeça pelo seu trabalho. Rua.

O interessante é que eu também perdi o meu emprego nesta sexta-feira. Somos dois desempregados agora.

E a Ordem dos Advogados do Brasil ainda está fazendo um abaixo assinado para a criminalização das violações às prerrogativas da advocacia. Ainda hei de ver muita coisa nesse mundo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Criatividade é Tudo [2]



E depois da recaída...


Muito bem, há um tempinho eu era um torcedor fanático e apaixonado pelo futebol. São-paulino roxo, eu era daqueles que sofriam durante o jogo (mesmo levando em consideração o fato de que quem torce pro São Paulo não torce, apenas espera).

Mas de um tempo pra cá eu me desliguei um pouco. Talvez o trabalho. Talvez os estudos. Talvez o fato de eu ter enxergado que não sou eu quem estou ficando rico com o futebol, portanto talvez não valesse a pena eu queimar um dia da minha vida torcendo loucamente. Sabe, né? Torcedores fanáticos morrem 1 dia a cada vez que ficam nervosos ao assistirem um jogo.

Senti algumas dificuldades em assumir isso, principalmente perante minha vida social, no que diz respeito aos meus amigos corinthianos. Eles disseram que esse meu desinteresse repentino aconteceu só porque meu time perdeu pro deles (em campeonato pequeno, mas perdeu).



Aí eu li essa notícia aqui. É, eu relembrei.



Sabe de uma coisa? É TRICOLOOOOOOOR!! Ô Ô Ô Ô!!! Ô Ô Ô Ô!!! Ô Ô Ô Ô!!!



Post Script: Não entro mais em discussão de futebol. Isso não leva ninguém a lugar nenhum, semeia a discórdia e cria vontades obscuras sobre seus semelhantes.

domingo, 3 de maio de 2009

Vai Curintia!!

[Destaque escrito por um estagiário Corinthiano que estava doido pra sair pra comemorar o título, equecendo-se de algo fundamental para dar sentido à frase]

PARABÉNS CURINTIA!! INVIQUITO! Agora vê se não treme em campeonato grande, hein!
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