
Algumas pessoas estavam comentando pessoalmente comigo sobre esta postagem que eu fiz há um tempo. Comentavam justamente a seguinte passagem:
(...) E o negócio é até mais sério. Se você não tomar cuidado ao questionar os fatos, pode se transformar em um cético, que não acredita em nada sem provas. E se o negócio for entranhar mais ainda, nem mesmo as provas vão te convencer. Vai chegar ao ponto de que você duvidará que você duvida.Eu não me considero um cético - ainda. Só não consigo entender esse conformismo de algumas pessoas com a "Vontade de Deus". Sim, Deus é o ser supremo, criador do mundo e de todas as coisas que o habitam. Mas será que ele é tudo isso que falam?
Pois é, gente. Desde que nasci, tenho uma educação religiosa diferenciada. Meus pais são católicos, principalmente minha mãe. E eles sempre me ensinaram que eu devo acreditar naquilo que eu consigo admitir, mesmo que isso signifique ir em busca de minhas próprias provas. Eu sou católico. Mas... e daí? Esse negócio de religião é uma coisa muito particular. Sem qualquer sombra de dúvidas, o homem deve se apoiar naquilo que mais o conforta. Seja Deus ou o Diabo. Por isso cada um tem a religião que quiser.
Porém, o que mais me incomoda hoje é esse conformismo de algumas pessoas em admitir um criador como absoluto e um livro como a manifestação da vontade daquele. Se até Harry Potter tem diferenças de entendimento por conta da tradução, quem dirá a Bíblia, que é tradução da tradução da tradução. Mesmo porque, não foi Deus quem a escreveu.
O que vou dizer aqui hoje não é nenhuma tese, nenhuma verdade ou inverdade. É apenas uma evidência do quão importante é o questionamento de certas doutrinas que são inseridas na sociedade. Vamos apenas parar um pouco para refletir.
REENCARNAÇÃO
Algumas pessoas acreditam que, depois de morrer, nós renascemos em outro corpo, com uma nova vida, com uma lembrança zerada, com a alma renovada. Outras pessoas acreditam que a vida é única. Você não renascerá novamente. Então neste caso a morte será o descanso eterno ao lado do Criador. Vamos analisar os dois lados da moeda:
- Qual o sentido da vida? Por qual motivo nós vivemos uma vida inteira pra depois, no final, renascermos sem nos lembrarmos de nada?
- Se nós não renascemos, então quer dizer que uma criança que morre logo após o parto, acabou?
- E o que acontece com o "aqui se faz, aqui se paga"? Se alguém sobe no alto de um prédio e metralha todos que passam - mulheres, crianças, velhinhos - e depois, antes de ser pego, dispara uma rajada contra a própria cabeça, caindo e morrendo. Como ele vai pagar aqui o que fez aqui?
- Todos os santos um dia foram homens. Se reencarnação existe, significa então que quando eles morreram, reencarnaram, o que sugere dizer que podemos estar rezando para nosso vizinho sem saber que ele é a reencarnação de Santo Antônio. Isso inclui, quem sabe, o próprio Jesus Cristo.,
- Se reencarnação não existe, como explicar o fenômeno das crianças que aos 3 anos de idade, sem nunca ter ouvido um piano sendo tocado na vida, tocar composições inteiras?
A VONTADE E PERSONALIDADE DE DEUS
O que mais se ouve de algumas pessoas que estão encarando momentos difíceis é a seguinte frase: "Isso foi a vontade de Deus". Outra frase muito dita é "Deus é bom". Mas que medo de Deus é esse, gente? Se Deus fosse bom, pessoas inocentes não deveriam ser poupadas de catástrofes como tsunamis ou terremotos? Se Deus fosse bom, não deveria poupar a morte cruel de alguém que a vida inteira só fazia o bem? Se Deus realmente deixasse sua vontade prevalecer e dominar o mundo, qual seria o sentido do "livre arbítrio"?
OUTRAS PERGUNTAS POSSIVELMENTE SEM RESPOSTAS
- Jesus Cristo realmente ressucitou? Foi realmente Jesus quem foi crucificado?
- Fantasmas existem ou não? Qual a prova de que existem? Qual a prova de que não existem?
- Milagres existem? Eles acontecem em nome de Jesus ou em nome da Fé? Seriam milagres ou poderes ocultos do próprio homem?
Bom, não vou começar a abrir uma discussão ampla sobre as coisas. Só peguei realmente os questionamentos que na minha opinião causam maiores polêmicas. Lembrando que, se forem discutir com alguém, faça-o sempre de modo saudável, sem tentar impor sua concepção e principalmente com a mente aberta a sugestões e teses. Quando isso acontece, a discussão se torna algo prazeroso para ambas as partes.
Ah, seja um pouco cético também. Comece a questionar o que te dizem, buscando sempre acreditar naquilo que você mesmo consegue provar, seja por estudos ou por meditações. Muita gente fica cega por acreditar em tudo (ou quase tudo) que falam sem nem ao menos titubear. Abra os olhos!






