RAMON GÓMES VALDEZ CASTILLOO atorConhecido por ser um dos melhores atores de cinema e da TV mexicana, Ramón Valdez Castillo, o Don Ramón, ou simplesmente Seu Madruga, nasceu no ano de 1923, e aos dois anos de idade foi com seu pai para a pequena cidade de Juarez, no interior do México. Em Juarez, cresceu numa família simples, ajudando seu pai, que trabalhava em um pequeno circo da região.
Sua carreira de ator começou no início dos anos 40, quando foi para a capital tentar a sorte no cinema. Com grande capacidade de atuação, Don Ramón conquistou papéis de importância em filmes que fizeram sucesso entre as décadas de 50 e 70.
Em 1970, já consagrado e amigo de Roberto Gómez Bolaños, a quem conheceu durante as filmagens de um de seus filmes, Don Ramón foi convidado a integrar o elenco de humoristas de Bolaños. A estréia ao lado do restante do elenco de Chaves ocorreu no seriado Los Supergenios de la Mesa Cuadrada. O resultado não podia ter sido melhor. O ator interpretou brilhantemente seus papéis, e em breve faria o personagem que o marcaria para sempre, o de Seu Madruga, dentro do seriado Chaves.
Trabalhou também em muitos episódios de Chapolin, em que interpretava os temíveis vilões Racha-Cuca e Tripa Seca, entre outros.
Permaneceu nas gravações até 1979, quando acompanhou Carlos Villagrán, o Quico, em seu projeto na TV venuzuelana. Ramón não teve o mesmo sucesso, então, retornou às gravações de epísódios com Bolaños em 1981.
Dois anos mais tarde, o ator definiu uma nova empreitada, um circo que percorria toda a América Latina com apresentações de todos os seus personagens. Em 1986, já acometido por um câncer no pulmão, Don Ramón abandonou o circo e passou a tratar de sua saúde. No dia 9 de agosto de 1988, após permanecer mais de um mês no Hospital Santa Elena, o ator teve uma parada cardíaca e faleceu na Cidade do México. O câncer destruía, aos 64 anos, a vida desse grande ator humorístico da história da televisão e do cinema latinos.
SEU MADRUGAO PersonagemDono de um carisma fantástico, Seu Madruga é um velho viúvo (a esposa morreu após o nascimento da filha) que vive com sua filha Chiquinha. De família simples, Madruga nunca teve a oportunidade de estudar, já que precisava trabalhar para ajudar sua família. Passou, por exemplo, três anos no primeiro ano do curso primário e mais três no segundo. A falta de estudo (será só isso?) o impede de conseguir emprego, então, procura sobreviver como pode, fazendo todo tipo de serviço. Algumas profissões do Seu Madruga:
- Carpinteiro
- Toureiro (era conhecido omo "o rei da muleta")
- Barbeiro
- Mecânico
- Vendedor de balões
- Entregador (mas entregador de lenha!)
- Especialista em compra e venda de artigos para o lar (ou simplesmente "homem do saco")
- Sapateiro
- Leiteiro
- Vendedor de artigos festivos (depois dos feriados)
- Empresário artístico (ramo dos ioiôs)
- Treinador de boxe
- Lutador de boxe
- Treinador de futebol americano
- Vendedor de churros
- Mestre (de obras)
- Fotógrafo
- Pedreiro
- Jogador de boliche
- Pintor
(Note que em algumas delas ele não recebeu nada além de pancadas)
Além de viver fugindo do Sr. Barriga, a quem deve mais de 14 meses de alugel, Seu Madruga também tem de se esquivar dos tabefes que recebe de Dona Florinda, que o culpa de todo mal que acontece com seu filho Quico. Sua raiva acaba sendo descontada, então, no pobre do Chaves, que sempre acaba levando uns cascudos.
E, como se não bastasse, Madruga ainda tem de arrumar um jeito de escapar dos abraços de Dona Clotilde, a Bruxa do 71, que insiste em querer viver uma grande paixão ao seu lado.
Apesar dos golpes que a vida lhe dá, Seu Madruga faz questão de trazer sempre um sorriso franco no rosto, e de pensar que a vida nunca é feita só de tristezas ou pancadas.
FRASES
Usadas constantemente:"Que que foi, que que foi, que que há? Digo..."
"Mas tinha que ser o Chaves mesmo!"
"Só não te dou outra porque..."
Cômicas:"Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar."
(Praticamente uma filosofia do personagem mais carismático da vila)"A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena."
(Ditado mais popular no Brasil)"As pessoas boas devem amar seus inimigos."
(Mais um)"Estou falando com a mula, não com seus carrapatos!"
(Um dos melhores episódios, que inclui diversas frases de efeito)
"Não existe trabalho ruim. O ruim é ter que trabalhar."
(Reflete a personalidade do personagem)"Como ousa me acordar às dez da madrugada, Chaves?!"
"Sou um cidadão consciente... não fanático!"
(Quando perguntado ao policial se pagava todos os seus impostos em dia)"Chapéu, sapatos ou roupa usada, quem tem?"
(O homem do saco)"Sara a dor e a desgraça; se não sarar agora, quando casar passa!"
(Tentando evitar um bofetão... em vão)"Estou juntando para te dar tudo de uma vez, um montão no fim do ano."
(Essa é ótima para usar no dia-a-dia. Tente!)"Vá até a esquina e veja se meu burro está amarrado."
"Pode fazer o favor de ir ver que horas são na Torre de Londres?"
(Dois grandes exemplos de quando Chaves o está atrapalhando)"Se eu fosse o professor Girafales, sabem o que eu diria? Que vocês se colocaram entre a mulher que eu amo e eu. Sim, ela também me ama, porque temos um compromisso de ternura. E tenho certeza do amor dela, e ela do meu. E vocês o que fazem? Querem separar dois corações que batem ao mesmo tempo quando estão juntos? Assim, olha! Ah, mas o que vocês não sabem é que para o amor não há barreiras... Todas se rompem! E vocês, o que fazem? O quê? Vocês vão agorar querer impedir que duas almas gêmeas que tanto se desejam fiquem juntas? Está certo. Eu vou ser o mensageiro do amor, sem me importar com as pancadas que eu vou receber. Por que ninguém, absolutamente ninguém vai impedir a luta, a luta que eu vou travar com o objetivo de unir essas duas almas! E é por isso que o coração, que o coração bate forte! Tenho dito! Nada vai me deter! Nada!"
(No episódio em que o professor Girafales e Dona Florinda brigam, Seu Madruga pede que Chaves ou Quico vá chamar a Dona Florinda para que os dois se entendam. Diante da negação de ambos, ele faz as vezes de cupido, mas não sem antes de dar uma lição de moral aos garotos. Vale lembrar que logo após o término da frase, em busca de Dona Florinda, ele dá de cara com a Bruxa... digo, com a Senhorita do 71 e foge como o diabo da cruz.)Seu Madruga: – Lembre-se que eu sou um velho lobo do mar...
Chiquinha: – Sim, de velho, tudo bem, mas ser lobo...
"Sabe de uma coisa, Chavinho? Deve se apoiar no Sr. Barriga!
(No famoso episódio de Acapulco)"...tem que devorar os livros!"
(Dica de D. Ramón para o menino Chaves)
"Ora essa... sou a defesa!"
Seu Madruga:
– Jóia!!! Como naqueles episódios do "Pede Mais Um!"
Prof. Girafales: – Perry Manson!
"As dívidas são sagradas!"
"Eu também acho! Não há nada melhor do que dever!"
"Devemos perdoar os aluguéis atrasados."
"Minha dívida com o senhor é algo que eu levarei até o resto da minha vida!!"
"Higiênicos churros da Dona Florinda...! Ai, que droga...! Velha ridícula!!!"
Professor Girafales: – Agora, vamos achar a área do triângulo!
Seu Madruga: – Como? Ainda não encontraram? Digo... andam procurando desde que eu era garoto!
Seu Madruga: – Nhonho!
Nhonho: – P-presente, senhor professor!
Seu Madruga: – Que vale mais? Um gol contra ou um oitavo?
Nhonho: Ai... Não sei!
Seu Madruga: Reprovado!!!
"Bem, suponhamos que isso seja uma caveira. Mas o que significa? Uma bandeira de piratas? Não! Um anúncio de um cemitério? Tampouco. Essa caveira significa PRERIGO! Ouviram bem?! PRE-RI-GO!!"
"Se virem uma caveira numa garrafa, significa que a garrafa tem veneno. E se vocês beberem... *glug glug glu* Ah, que bom! Mas num minuto vão começar a se retorcer como lagartixa com cãibra!"
"Nada de papi, 'senhor professor'!"
(Os quadros da escola eram os únicos que não contavam com Ramón Valdez. Pensando nisso, Bolaños criou uma maneira de aproveitar o talento do ator também nesses quadros: em uma sequência especial, Ramón invade a escola para fugir de Dona Florinda, e alega ao professor que quer voltar a estudar – pura fachada. O resultado é que Seu Madruga assume o papel de professor, em uma das cenas mais hilárias já feitas pela turma.)JOLY, Luís; THULER Fernando; FRANCO, Paulo. Chaves - Foi Sem Querer Querendo?, 3ª Edição, ano 2005. Editora Matrix, São Paulo.